Em discurso improvisado, presidente diz que o que está acontecendo é resultado de erros históricos

Por Sérgio Gobetti - Estado de São Paulo

O presidente Lula prometeu ontem, em discurso no Planalto, aliar-se aos governos estaduais e usar “mão forte” para combater o que chamou de “terrorismo”. Usou a palavra ao se referir aos ataques criminosos que mataram 19 pessoas na semana passada no Rio.



“Essa barbaridade que aconteceu no Rio não pode ser tratada como crime comum. Isso é terrorismo

Falando de improviso ao público que foi assistir à posse, na Praça dos Três Poderes, Lula se mostrou indignado com as ações do crime no Rio. O presidente havia conversado, minutos antes, com o governador e aliado Sérgio Cabral Filho (PMDB). “Aí já extrapolou o banditismo convencional que nós conhecíamos”, afirmou. Ele considerou inaceitável que presos consigam, de dentro da cadeia, ordenar “uma barbaridade daquelas, matando inocentes”. E propôs aos Estados: “Precisamos discutir profundamente, porque o que aconteceu no Rio foi uma das práticas terroristas

Lula dirigiu-se a Cabral para dizer que pretendia discutir com ele e o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, uma forma mais enérgica de enfrentar problema da segurança pública no País. e precisa ser combatido com a política forte e a mão forte do Estado brasileiro”, das mais violentas que eu tenho visto neste País.”
disse Lula, em discurso feito no parlatório, o palanque oficial do Planalto. Durante todo o ano de 2006, Lula ofereceu tropas do Exército ao governo do Estado de São Paulo para combater o Primeiro Comando da Capital, mas tratou os ataques do PCC como crimes comuns.

Adicionar comentário

Código de segurança
Atualizar