Ternuma Regional Brasília

Produzido por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado

 


 O segundo mandato de Luiz Ignácio Lula da Silva, logo no discurso de posse, iniciou-se sob o signo da falsidade.  Lula, em mais uma demonstração da sua verborragia demagógica, tragicomicamente resolveu rotular de terrorismo o que o crime organizado impôs ao Rio de Janeiro no apagar das luzes do ano de 2006. 

 

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Sérgio Cabral, ao mesmo tempo, ao ser empossado no governo dos fluminenses, classificou de caótica a situação de segurança do estado para o qual foi eleito governador e, logo, pediu ao seu aliado político, Lula, a intervenção da “Força de Segurança Nacional” e das Forças Armadas.

Neste recente caso do Rio de Janeiro, é óbvio que somente os “soldados” do crime organizado e os infelizes consumidores de drogas aplaudiram os atentados e demais ações dessa marginália que se sobrepõe ao Estado por incúria deste e estimulada, mesmo que indiretamente, por uma “elite” drogada.

Armado o circo, Lula, antes de entrar no gozo de suas “merecidas” férias de verão, parece ter atendido ao pleito de Sérgio Cabral e prometeu “mão de ferro” contra os terroristas cariocas.

Triste memória do brasileiro e da imprensa nacional. A amnésia, mais uma vez, tomou conta de todos e aplausos ecoaram nos momentos de posse desses “insignes” e despudorados governantes.

Muitos poucos se recordam de alguns fatos ocorridos no finado ano de 2006.

Em primeiro lugar, o que aconteceu com Bruno Costa de Albuquerque Maranhão, invasor e depredador das dependências do Congresso Nacional, na liderança de sem-terra e sem-vergonhas? O que fez esse velho dirigente do, ao que parece, extinto Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), organização terrorista que intentou contra o Brasil, promovendo mortandade e ódio? Bruno Maranhão, amigo do presidente petista, está acima do bem e do mal, já que o rigor da lei não o alcança e foi convidado “vip” nas festividades da posse de Lula neste segundo mandato, em uma demonstração de escárnio à sociedade brasileira por parte do convidador e convidado.

O Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa paulista, antes do primeiro turno das eleições 2006 promoveu inúmeros atentados em São Paulo, em nível mais grave do que os ocorridos no Rio de Janeiro. Nisso havia fortes indícios de motivação política, uma vez que era crível uma manobra para o desgaste do candidato da oposição, Geraldo Alckmim, que acabara de deixar o governo de São Paulo. Lula, ao invés de vociferar contra o terrorismo dessa facção fora-da-lei, ao contrário, acusou o governo paulista de frouxidão no trato com bandidos, eximindo-se de culpa pela verdadeira malversação dos recursos federais, que deixaram de ser enviados aos estados para o combate à criminalidade e para a construção de presídios. Os sem-terra não deixaram de receber recursos do contribuinte...

Enquanto isso, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, notório advogado de delinqüentes e defensor da descriminalização do uso de drogas, propugnava o abrandamento da Lei de Execuções Penais, sob o manto dos direitos humanos, que, no Brasil, só existe para marginais. Thomaz Bastos, também, deu conseqüência à sua manifesta vocação de apaniguar terroristas, concedendo-lhes, por intermédio da Comissão de Anistia que lhe é subordinada, régias pensões e vultosas indenizações como prêmio por terem incendiado e ensangüentado o Brasil nos idos da luta armada.

Lula não se cansa de vestir bonés de terroristas e de dialogar com outros bandidos como José Rainha, João Pedro Stédile e com todos aqueles responsáveis por atos criminosos dos quais ele “não tem conhecimento, nunca viu e nem ouviu falar”.

Lula não consegue esconder de ninguém o seu apego a ditadores sangrentos e a movimentos guerrilheiros que se utilizam do narcoterrorismo. Sua política externa impede que o Brasil reconheça como organização terrorista as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Afinal, as FARC são suas parceiras no Foro de São Paulo. Dane-se a Colômbia e a Democracia.

Sem sombra de dúvida, Lula decretará luto oficial na iminente morte de Fidel Castro, seu ídolo e senhor, sob os aplausos de Hugo Chavez, o aprendiz de feiticeiro à moda castrista. A Bandeira do Brasil virará pano de fundo, a meio pau, desses internacionalistas do dinheiro público.

Por tudo isso, estranho o assombro de Lula ao que aconteceu no Rio de Janeiro. A bravata pela segurança pública não passa de discurso de palanque, sem nenhum compromisso por medidas efetivas de aplicação da Lei. No Brasil, nos últimos vinte anos, aplicar a ação do Estado na manutenção da lei e da ordem é considerada “coisa da ditadura” e, por isso, inexeqüíveis pelos governos que se sucederam desde 1985.

Enquanto os governantes “democráticos” discutem se devem ou não atuar na repressão ao crime - coisa para a qual não têm o menor apetite - ônibus são incendiados, inocentes são assassinados e policiais são apartados de suas famílias, por morrerem de modo violento.

Segurança Pública não é problema dessa canhestra “força de segurança” e, muito menos, das Forças Armadas. É problema do Estado brasileiro, desde que os detentores do poder revelem vergonha nas suas caras e gana política para resolver.

É só ter a mesma gana que têm em ganhar dinheiro por meio da corrupção. Coisa que alguém não viu, não sabe e nem acredita que exista...

 

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