Por Cleber Benvegnú - Zero Hora
O MST ainda é tratado, no Brasil, como organização social de elevadas intenções. Há os que creem na turma do Stédile e em sua “santa” luta por reforma agrária e justiça social. Santa inocência de quem ainda cai nessa esparrela, isto sim! Ou o que seria, então, senão inocência?  Muitos padres, jornalistas, políticos e operadores do Direito, entre outros bem esclarecidos, continuam entendendo que, no caso do MST, os fins justificam os meios. Invadir virou ocupar, destruir virou protestar, alienar virou mobilizar, colocar crianças em risco virou papel da família, usar dinheiro público para fins ideológicos virou obrigação de quem paga impostos. 

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A forma parcimoniosa e passiva de lidar com o MST é sintoma das nossas anomalias institucionais e sociais. Faz tempo que esse movimento virou ferramenta de crime, de destruição, de escravização intelectual, de constrangimento de pessoas humildes, de captação de verba estatal para fins políticos, de busca odiosa pelo poder a qualquer custo.

Em quase nada contribuiu para a sociedade, desde sua criação. Sua nobre causa – a reforma agrária – há tempos virou mera retórica. Basta ver que seus assentamentos e acampamentos, salvo raríssimas exceções, são a mais evidente comprovação do fracasso de seu projeto. Poucos deles têm um pé de alface plantado, mesmo com subsídios governamentais. A propósito: aqueles urbanos cooptados para marchar saberiam a diferença entre um pé de alface e outro de couve?

Recente pesquisa realizada pelo Ibope mostra que 47% dos assentados não produzem absolutamente nada. E isso não é culpa dos pretensos colonos; é culpa dos bem-formados, que moram em apartamento climatizado, responsáveis por enganá-los durante esse tempo todo. É culpa dos governos Lula e FHC, que, em vez de efetivamente incentivar essas pessoas à independência, preferiram escoar dinheiro para seus tutores intelectuais. Reforma agrária tem que ocorrer, por certo, mas não nos moldes receitados pelo MST.

A verdade está nua e crua para quem quer vê-la sem viseiras ideológicas: a estratégia de reforma agrária do MST não existe ou é um retumbante desastre; o movimento tem ambição revolucionária – quer o poder, apenas – e, para alcançar seu fim, utiliza estratégias e práticas de inspiração totalitária; seus líderes são manipuladores de vidas e mentes humanas; e seus integrantes, por fim, precisam ser salvos enquanto é tempo. Chega de enganá-los, chega de enganar o Brasil!

*Advogado e escritor

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