Ministro afirma que agronegócio recebe tratamento melhor no país e defende diálogo -  Globo
O ministro da Justiça, Tarso Genro, criticou ontem o que chamou de "tentativa de demonização" do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em investigações. Foi criada no Congresso uma CPI para investigar a entidade.
- Pode haver uma tentativa de demonização da investigação sobre o MST, principalmente pelos setores que não apostam no diálogo social e entendem que os movimentos sociais são caso de polícia. Espero que a CPI coloque no mesmo nível as questões do MST e as questões do agronegócio - disse, ao chegar ao Congresso da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), em São Paulo.

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O ministro reclamou da credibilidade maior dada tradicionalmente ao agronegócio:

- Nunca se viu no Brasil, por parte do Estado, dos parlamentares e dos governos, a demonização do agronegócio e nem dos grandes proprietários e produtures. Eles já fizeram ações diretas e pesadas, como interromper estradas e ferrovias e ocupar uma agência do Banco do Brasil, e sempre foram tratados dentro da lei e da ordem. É assim que deve ser processado com os movimentos sociais.

Tarso declarou ontem apoio à proposta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de instituir o monitoramento eletrônico de presos que cumprem pena em regime aberto. Hoje, esses presos trabalham durante o dia e, à noite, vão para casas de albergados. O CNJ quer que o preso passe a noite em casa, desde que concorde com o controle eletrônico.

- É uma medida importante para garantir o cumprimento de penas no regime aberto ou de penas alternativas. Nós (o governo) estamos apoiando isso no Congresso.

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