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 Em primeiro lugar recomendamos que leiam na Revista Veja de 11/11/2009 a reportagem sobre a  queda do Muro de Berlim. Muitas pessoas desavisadas, como diz a Carta ao Leitor, que transcrevemos abaixo , ainda acreditam ou , por conveniência eleitoral, fingem acreditar na utopia  pregada pelos adeptos dessa ideologia.
 Apesar da queda do Muro de Berlim e do fim da Guerra Fria, alguns brasileiros se negam a ver que com o fim do regime comunista , que executou mais de  100 milhões de pessoas, ficou evidente a vitória da democracia , da liberdade e do capitalismo.

 Exemplo dessa cegueira ideológica  é a realização do 12º Congresso do PCdoB, que se realiza no Anhembi, SP, do dia 05/11 a 07/11.

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Evidentemente, nesse evento  não se fala nos vinte anos da queda do Muro de Berlim (09/11/1989),  data histórica para a humanidade. Pelo contrário, o Partido Comunista do  Brasil  está  otimista, acredita estar  em fase de ascensão e confiante na possibilidade de contribuir para implantar no país, com o apoio de membros do governo,  o projeto alimentado desde que foi criado – implantar no Brasil a ditadura do proletariado - o comunismo,  ultrapassado na maioria dos países. Renato Rabelo, presidente do PCdoB confirma esse desejo: “Estamos numa fase favorável e podemos dar passos ainda maiores”.
 Tamanha importância foi dada pelo governo ao evento, que Lula, alterou a sua agenda em Londres para estar presente ao congresso. Vários membros do governo prestigiaram o ato político.  Dilma Rousseff, ministros e membros do PT também estiveram presentes nesta sexta-feira (06/11). Para quem ainda tinha dúvida, fica clara a consolidação das relações estratégicas entre o governo , o PT e o PCdoB. Prestigiando o evento, entre outros,  também,  o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que declarou: "Dilma será a futura presidente do Brasil e o PMDB estará com ela em 2010".Evidentemente, a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, aberta e  despudoradamente, como tem feito ultimamente , não poderia perder a oportunidade de tentar angariar alguns votinhos no evento, antecipando a campanha em alguns meses.Recebida com entusiasmo, não poderia deixar de falar aos participantes do congresso comunista. Iniciou seu comício, enaltecendo o PCdoB, segundo ela um partido de luta.
  Foram frases marcantes da ministra em seu comício:

-"Um partido com a qualidade do PCdoB é perfeito para refletirmos sobre este momento. São interlocutores fundamentais para isso. Falar do PCdoB é falar de luta, de superação, de desafios, de resistência e também de heroísmo. Falar de João Amazonas, Diógenes Arruda e dos companheiros mortos no Araguaia - e me refiro em especial a duas pessoas: Osvaldão e Helenira - é falar da luta para fazer da grandeza desse país a grandeza de nosso povo. O desafio que nós militantes enfrentamos passa por ai."

 

-"E aqui sei que minha voz não cai no vazio. Temos aqui pessoas para lutar por um país mais igual, ambientalmente sustentável, independente, soberano e respeitado. E agora que essas transformações começam a se aprofundar, não iremos deixar que elas escapem de nossas mãos, das mãos calejadas do povo brasileiro",


-"O PCdoB é uma das chamas que vai iluminar esse projeto junto com os partidos que integram nosso governo. Tenho certeza que essa chama vai brilhar para todo o Brasil".

 

-“Os partidos da base junto com o PT, o PDT, o PCdoB e o PSB estão desafiados a dar continuidade e fazer avançar este projeto generoso do Brasil”  


-"Só pode aceitar e vencer este desafio quem já mostrou que é capaz de encontrar e de apontar novos caminhos, quem é capaz de lutar, de fazer todas as transformações que são necessárias ao nosso país; e as forças progressistas e democráticas que apoiam o governo Lula já mostraram que estão à altura desta tarefa histórica, porque podem dizer 'sim, nós fizemos', 'sim, nós estamos fazendo'

 

-"O Brasil nunca esteve tão bem, mas é preciso expandir essas conquistas e, para isso, é preciso unir as nossas forças para construir proposta de futuro. Nas eleições, teremos que mostrar que esta grande mudança nacional veio para ficar".

 

-"Não se iludam. A luta vai ser muito dura. Nosso projeto de nação cria muitas animosidades. Esse governo jamais cruzou os braços. O país que nós recebemos e o que nós deixaremos são muito diferentes. O povo vai saber comparar"

 -“ O povo brasileiro vai saber julgar no ano que vem",  

Ao final de um discurso de mais de trinta minutos, chamou os integrantes do PCdoB que lotavam o auditório para construírem, junto ao PT, propostas para o próximo governo. Foi aplaudida intensamente.

  
 Fonte : Cláudio Gonzalez  

"Carta ao Leitor 

O dia em que a liberdade venceu   Diogo Schelp, de VEJA, foi à Alemanha ver como ficou o país vinte anos depois da queda do Muro de Berlim 
Para quem tem menos de 30 anos, a expressão "Cortina de Ferro" é apenas estranha. Ela foi, no entanto, sinônimo de um pesadelo que tirou o sono do mundo por mais de quatro décadas no século passado. Em 1946, em um discurso nos Estados Unidos, Winston Churchill, que vencera a guerra contra Hitler, mas já fora apeado do poder na Inglaterra, usou-a pela primeira vez no contexto geopolítico: "De Szczecin, no Báltico, a Trieste, no Adriático, uma cortina de ferro desceu sobre o continente". Churchill se referia ao domínio territorial que a União Soviética estabelecera na Europa, engolfando oito países em sua órbita, entre eles a Alemanha Oriental. No dia 9 de novembro completam-se vinte anos da queda do Muro de Berlim, evento que marca o começo da derrocada soviética e do sistema comunista. Com o muro, foi-se também a Cortina de Ferro, e a Alemanha unificou suas bandas ocidental e oriental, voltando a ser um só país.
O jornalista de VEJA Diogo Schelp, que quando criança morou com os pais na Alemanha, lembra-se de um colega de escola apontando com temor as torres dos guardas armados na fronteira entre a Alemanha Ocidental e a Oriental. Schelp voltou diversas vezes à Alemanha. Sua última viagem foi a trabalho. Ele embarcou com a missão jornalística de entender o que mudou no país desde a unificação. A reportagem de Schelp começa na página 126. Ela rememora o mais extraordinário evento político da segunda metade do século XX, a queda do Muro de Berlim e o subsequente desmoronamento do que parecia ser o vigoroso império soviético e que acabou se revelando um colossal fracasso político, econômico e social.Para o mundo, o muro em escombros trouxe alívio com o fim da Guerra Fria - a hostilidade entre os campos capitalista e comunista, cada um deles com capacidade de destruir o outro com ogivas nucleares. Esse empate de forças militares ficou conhecido pela sigla MAD, louco, em inglês, e acrônimo de "destruição mútua assegurada".Erguido pelos comunistas em 1961, o muro foi símbolo da servidão imposta às pessoas atrás da Cortina de Ferro. O comunismo sobreviveu à queda do muro como utopia de desavisados e como farsa em Cuba e na Coreia do Norte, onde ainda se processam degeneradas experiências de empobrecimento das populações."  
  

 

 

 

    
 

 
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