Por Margrit Schmidt - Jornal de Brasília
(..) PRESENÇA ABJETA
  Inquietante é a complacência internacional com o presidemnte da República e sua diplomacia tangida pela hidra de três cabeças: Celso Amorim, Samuel Guimarães (saindo agora do Itamaraty pela aposentadora compulsória) e Marco Aurélio Garcia, quando aqui é recebida a figura abjeta de Mahmoud Ahmadinejad, o perigoso fanático que persegue, prende, mata seus opositores; não tolera liberdade de pensamento,  religiosa ou das minorias ; viola direitos humanos; frauda eleições, apoia grupos terroristas, diz que o Holocausto não existiu e prega de forma obsessiva a destuição de Israel.
Essa erva daninha, rejeitada pelos paises ocidentais que temem seu projeto de bomba atômica, foi agraciado com um convite do " filho do Brasil", que afirmou que o receberia de braços abertos. No rastro dos salamaleques, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afrontou o presidente israelense, Shimon Peres, quando da visita deste ao Brasil no último dia onze. Destilando arrogância, disse que o Brasil fala com quem quiser. Quem sabe o ministro da defesa acredita no iraniano, quando este hipocritamente afirma em sua carta dirigida à nação brasileira que é " defensor da justiça, da ternura e da paz no mundo" .
Por certo Jobim ignora que Ahmadinejad está estendendo cada vez mais sua influência sobre a América Latina, sobretudo através da Venezuela e da Tríplice Fronteira onde estão bases operacionais Hezbollah  e de outros terroristas.
 Precisa mesmo de muita ternura para negar uma das piores manchas da humanidade: o Holocausto. Será que Lula que é a cara do pais - como ele mesmo diz -, tem noção do que foi esse genocídio? Será que também nega as torturas indignidades, horrores, mortes, tudo que foi infligido de mais pérfidos aos homens , mulheres e crianças que cometeram o único "crime" de serem judeus?  Somente os negócios não justificam à indiferença ao horror.
VANGUARDA DO ATRASO
Possivelmente a visita Ahmadinejad, a intromissão do Brasil  em Honduras, o antiamericanismo e o antissemitismo do governo petista e seu apreço aos ditadores, não impedirão que aos olhos do mundo Lula continue como um esquerdista light e cordial. Talvez apenas a Itália não esteja gostando no momento de ser taxada de facista pelo ministro da Justiça, Tarso Genro.
 Entretanto, para quem consegue observar certos sinais, fica evidente que um processo cuidadosa e  lentamente desenvolvido vai transformando a "esquerda light" em uma versão mais radical. Para alcançar ao poder mais alto  mais alto da República, o PT, em sua quarta tentativa, deixou de lado a linguagem virulenta, prometeu o paraiso aos ricos e aos pobres, vestiu a fantasia no " Lulinha paz e amor" e domesticou-lhe um pouco as maneiras rudes.
Uma vez no poder, uniu-se a gregos e troianos, esbanjou populismo, cooptou partidos e instituições, mandou às favas a ética, dominou o Congresso através de mensalões e outros" benefícios". Mas, agora na reta final do segundo mandato, recrudesceu  o ataque à imprensa e coroou seu domínio com a anulação do STF, conforme ficou demonstrado no caso do terrorista italiano Cesare Battisti.
O PT prova que pretende manter-se acima das leis e assim, sem nenhum pejo, trouxe de volta ao seu alto comando notários mensaleiros, devidamente abençoados pela candidata Dilma Rousseff. Afinal, corruptos são  os outros, de acordo com a imagem do espelho torto do petismo.
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