Policiais inspecionam o gabinete do deputado distrital Leonardo Prudente (DEM-DF)
 Foto: Josemar Gonçalves/Jornal de Brasília/Futura Press

Marina Mello - Direto de Brasília - Terra

Aproximadamente 150 agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira em empresas, residências e gabinetes de deputados distritais e apreenderam, ao todo, R$ 700 mil em dinheiro. A Operação Caixa de Pandora apreendeu ainda computadores, documentos e mídias.

A operação da PF apura um suposto esquema de propina à "base aliada" do governo de José Roberto Arruda (DEM). O secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, foi o colaborador da investigação e gravou uma conversa em que o governador apareceria negociando com ele o destino de R$ 400 mil.

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Em outro trecho, segundo o despacho do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou as buscas e apreensões, consta a informação de que o dinheiro seria dividido entre deputados distritais da "base aliada".

São investigados os deputados distritais Eurides Brito (PMDB), Rogério Ulisses (PSB), Pedro do Ovo (PRP) e o presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente (DEM). Algumas empresas do DF também fazem parte da investigação e foram realizadas buscas em suas sedes.

As empresas prestariam serviço ao GDF e ajudariam a compor o bolo da verba que seria distribuída a deputados. "Repassam ao esquema criminoso os R$ 600 mil que estão sendo rastreados pela Polícia Federal, sendo necessário saber se estas empresas têm em seus arquivos ou em suas dependências documentos, anotações e registros contábeis paralelos relacionados com a apuração", diz o despacho.

Além das empresas, três pessoas físicas são citadas por Durval Barbosa como as que teriam repassado ao suposto esquema parte dos R$ 600 mil rastreados. Entre elas está o secretário de educação do DF, José Luiz Vieira Valente, que teria recebido R$ 60 mil de uma das empresas investigada para compor o montante de dinheiro.

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