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Categoria: Corrupção
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A Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF) informou que analisará o inquérito que motivou a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, para examinar se há elementos para pedir o impeachment do governador José Roberto Arruda (DEM).

 A decisão foi anunciada pela presidente da seccional, Estefânia Viveiros, depois de reunião de emergência com o vice-presidente Ibaneis Rocha na sexta-feira. Caso haja elementos para pedir o impeachment, a proposta será submetida ao Conselho Pleno, órgão máximo da entidade.

A operação da PF apura um suposto esquema de propina à "base aliada" do governo. O secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, Durval Barbosa, foi o colaborador da investigação e gravou uma conversa em que o governador, José Roberto Arruda (DEM), apareceria negociando com ele o destino de R$ 400 mil.

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A PF informou que, além dos R$ 700 mil apreendidos nas buscas cumpridas na sexta, foram encontrados ainda US$ 30 mil e 5 mil euros. As buscas foram realizadas em empresas e em residências e gabinetes de deputados distritais que integram a base de apoio do governador do Distrito Federal.

São investigados os deputados distritais Eurides Brito (PMDB), Rogério Ulisses (PSB), Pedro do Ovo (PRP) e o presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente (DEM).

Algumas empresas do DF também fazem parte da investigação e foram realizadas buscas em suas sedes. Além das empresas, três pessoas físicas são citadas por Durval Barbosa como as que teriam repassado ao suposto esquema parte dos R$ 600 mil rastreados. Entre elas está o secretário de educação do DF, José Luiz Vieira Valente, que foi afastado do cargo.

Foram afastados também, durante o período das investigações, o chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, o chefe de gabinete, Fábio Simão, e o assessor de imprensa do governo, Omézio Pontes. O secretário de Relações Institucionais foi exonerado.