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Categoria: Corrupção
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 Por Marcelo de Moraes e Christiane Samarco - O Estado de S. Paulo - Processo dá prazo para defesa, mas decisão está tomada, diz dirigente do DEM

O DEM abriu ontem formalmente o processo de expulsão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. A Comissão Executiva Nacional deu prazo de oito dias para que ele apresente a sua defesa e mais dois para o relator definir o seu parecer, mas a decisão política do partido está tomada. Arruda será expulso no dia 10 de dezembro. Mesmo assim, o processo começou com dificuldades. O primeiro relator, deputado José Carlos Machado (DEM-SE), recusou a tarefa. Em seguida, foi escolhido o ex-deputado José Thomaz Nonô (AL).

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Durante a reunião, os senadores Demóstenes Torres (GO), José Agripino Maia (RN), e o líder do partido na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), votaram pela expulsão sumária de Arruda do partido.O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), garantiu que o partido não vai "empurrar" a decisão sobre o destino político de Arruda para além da data apresentada.Maia negou ainda que o governador tenha feito ameaças a integrantes do partido durante a reunião de segunda-feira, 30, caso fosse expulso sumariamente do DEM.

Os dirigentes nacionais do DEM consideram gravíssimas as denúncias de envolvimento do governador no esquema de pagamento de propinas e acham que o partido pagará um custo político altíssimo se não o expulsar. "A situação dele é insustentável. Daremos prazo de defesa, mas a expulsão está decidida", afirma um dos principais dirigentes do DEM.

A opção pelo prazo de defesa para Arruda foi definida por razões jurídicas. Pelo estatuto do DEM, se o rito sumário fosse aceito e o governador fosse expulso imediatamente, a direção do partido avaliou que ele poderia recorrer à Justiça, alegando inconstitucionalidade do processo por não ter tido direito a defesa. Com isso, poderia arrastar o caso, por meio de recursos, garantindo até a legenda para se candidatar à reeleição - expulso, ele não terá prazo legal para trocar de partido e não poderá mais concorrer.(...)