Por Carlos Alberto Brilhante Ustra - Cel Ref
Matéria editada por   www.averdadesufocada.com
Diariamente recebo vários e-mails, a maioria de jovens. Entre eles, muitos cadetes da AMAN, universitários das diversas regiões do país, professores e alguns formadores de opinião.
O e-mail que a seguir transcrevo é o 34º que recebo este ano, vindo de cadetes da AMAN:
 "Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra
Sou Cadete da Academia Militar das Agulhas Negras. Sei que sou muito moderno para afirmar algo, mas tenho a impressão que  não é dada muita importância a esclarecimentos sobre o Regime Militar.
Li o livro do Sr., gostei muito das informações que colhi e foi fundamental para limpar da minha mente toda a mentira contada pela esquerda , desde que me entendo por gente. Eu mesmo quando no ensino médio tinha uma tendência ao marxismo, devido a tanta mentira e ilusão que os vermelhos pregam.
Sei que muitos cadetes na AMAN não conhecem a verdade sobre esse período da nossa história, e o pior é que essa nova geração de cadetes são os nascidos no pós regime, então tudo o que sabemos é o que nos falam, no caso o que a maioria aprendeu na escola, sobre os heróis  que lutaram pra derrubar a ditadura tirana dos militares. É muito importante que tenhamos os esclarecimentos necessários.
Enfim, na AMAN são feitas conferências sobre temas diversos e eu acho que seria muito importante uma conferência que abordasse o Regime Militar.
Parabéns pelo seu livro, ele foi fundamental para mim.
Obrigado Sr. Cel"
Em 1964, eu era capitão, tão desinformado quanto este cadete. Mas tinhamos como Chefe do Estado Maior do Exército um homem de grande visão, o general Castello Branco.
Todo o Exército, especiamente a tropa, passou a receber os famosos "Amarelinhos", elaborados pelo EME.
Eram umas apostilhas com cerca de cinco ou seis páginas, distribuidas semanalmente. Nelas estavam contidas informações a respeito da situação política do momento, dos perigos do comunismo.  Não atacava o governo João Goulart .Apenas nos informava  sobre a nossa verdadeira história. Eram informações valiosas que serviam para nos orientar. Sua leitura para os quadros e até para os soldados era obrigatória.
 Foi o que abriu a minha mente para tomar a decisão acertada quando passei a integrar o grupo que, aumentando a cada dia,  possibilitou a vitória em 31 de março de 1964.
Por outro lado, as datas importantes da nossa história, os nosso heróis, o civismo, o amor à Patria e à Bandeira passaram a ser lembrados com mais calor e entusiamo.
Nessa época, fui designado pelo meu comandante para fazer uma palestra sobre a Intentona Comunista de 1935. Eu não sabia de quase nada do que se passara e,  enquando me preparava, com espanto, tomei conhecimento da   verdade.   
Todos sabemos das consequências do completo mutismo do Exército a respeito deste importante período da nossa História. Hoje, predomina a "verdade" contada pelos vencidos que, com inteligência. conseguiram dominar as universidades e os postos chaves ocupados pelos  formadores de opinião.
Atualmente, a muito custo e lentamente, grupos de pessoas contrárias aos comunistas que hoje estão no poder, começaram uma reação que vem aumentando a cada dia
Seria muito importante que o Exército, nos  currículos das nossas escolas de formação, dos nossos colégios militares, e da tropa,  debatesse o período, fizesse palestras mostrando  a verdade, nada além da verdade, sobre o regime militar
Infelizmente, esta não é a visão de muitos dos nossos atuais chefes militares.

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