Minc nega que contratação de sua mulher por deputada seja irregular
Luiza Damé - O Globo
BRASÍLIA. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, minimizou ontem a decisão da Comissão de Ética Pública de abrir processo ético-disciplinar contra ele, por causa da troca de favores com a deputada Cida Diogo (PT-RJ). Em nota divulgada em Copenhague, Minc disse que a abertura do processo é um procedimento obrigatório e de rotina e que ele já deu explicações sobre a contratação de sua mulher, Maria Margarida Parente Galamba de Oliveira, a Guida, pela deputada.
Em contrapartida, o Ministério do Meio Ambiente admitiu a servidora Flávia Martins Marques, que trabalhava no gabinete da deputada. Minc afirmou esperar que o processo seja arquivado, porque, disse, não cometeu qualquer irregularidade.
“Num procedimento obrigatório de rotina, que sempre acontece quando sai alguma reportagem envolvendo ministros, foi aberto um procedimento uma semana depois, e a única novidade é que foi designado um relator para o caso. Espero que isso seja arquivado porque não há nenhuma irregularidade”, afirmou.
A Comissão de Ética concluiu que as explicações de Minc não foram suficientes e deu prosseguimento ao procedimento preliminar.
Minc afirmou ter consultado, na época, a área jurídica do ministério, que informou “não haver nenhuma vedação” à contratação de Guida pelo gabinete da deputada, porque se trata de outro poder.
Ele disse ainda que sua mulher “trabalhou normalmente por quatro meses, produzindo alguns projetos de lei”, mas há cinco meses deixou o gabinete.
 

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