Imprimir
Categoria: Diversos
Acessos: 3655
 Por Sônia van Dijck

O Estatuto da Criança e do Adolescente não protege as vítimas (de qualquer idade), mas protege os monstros com menos de 18 anos. Obviedade. Somos todos reféns do medo da violência e somos suas possíveis vítimas. Enquanto isso, as ongs e os politicamente corretos vão continuar dizendo que devemos sacrificar as vidas de entes queridos e nossas vidas, porque falta educação, habitação, emprego, saúde, comida, e nós somos os culpados por faltar tudo isso. Só não dizem que falta governo, decência dos políticos, dos magistrados (não vou lembrar o juiz Lalau... - é explícito demais), dos delegados, dos policiais corruptos.

Texto completo


Pagamos impostos altíssimos, para que haja educação, habitação, emprego, moradia, comida, sistema de saúde. Tem gente que manda o dinheiro sujo da corrupção para contas bancárias no estrangeiro e, depois, vem com falação politicamente correta - tem gente cujo filho fica milionário nos bastidores do poder e, depois, vem dizer que "penalizar menores não resolve a violência" - tem gente que defende reajuste fantástico de seu próprio salário e mais mil outras mordomias, em um país de miséria explícita, e vem fazer representação de politicamente correta e é contra a diminuição da idade penal - tem gente que viola a Constituição, viola conta de trabalhador, aprecia freqüentar mansão animada pelas putas da cafetina-mor da República, gosta de negócios de lixo e nem se liga na realidade nacional - tem gente que tem salário de ministro pago pelo contribuinte para proteger os criminosos figurões e não toma conhecimento do avanço da violência urbana - tem gente que comete crimes contra a democracia e, depois, pretende alcançar a anistia e nem nota que somos vítimas do crime que acontece nas ruas.

 


 

Se levarmos em conta tudo isso e muito mais de tudo que sabemos, entenderemos que a brutal violência urbana é apenas mais um detalhe da enciclopédia viva do crime em que o Brasil se transformou.

No Brasil de hoje, é tão banal ser preso, em um quarto de hotel, com uma baita dinheirama de origem desconhecida para comprar um dossiê fajuto contra os adversários do governo, quanto violar a conta bancária de um trabalhador, quanto agenciar o trabalho escravo, quanto incendiar um carro com uma família em seu interior ou um ônibus com pessoas a caminho do trabalho ou de volta para casa, quanto matar um garoto arrastado por cerca de 7 quilômetros pelo asfalto da cidade grande, quanto forjar um documento para soltar criminosos, quanto receber propina, quanto aumentar dantescamente seus próprios salários em um país de miséria, quanto ultrapassar o sinal vermelho em uma rua ou avenida, quanto fazer sexo com uma menor em um bordel de 5ª categoria ou em uma mansão de machos chiques e poderosos, quanto fazer caixa 2 na campanha eleitoral, quanto dar porrada em torcedores de futebol aprisionados e caídos bem diante das câmeras, quanto mandar pra cadeia quem rouba um pão no supermercado, porque tem fome.

 

No Brasil de hoje, todos os crimes deixaram de ter gravidade: são banalidades do cotidiano. E a Justiça perdeu a balança!.

 


 

No Brasil de hoje, vale invadir favela atirando, não importa em quem, e vale dizer que criminoso de menor idade deve ser compreendido, amparado, protegido pelas ongs, pelos politicamente corretos, pelo contribuinte, pelo Estado e até pelas famílias das vítimas, que não são politicamente corretas em seu sofrimento e em sua sede de justiça.

 

No Brasil de hoje, político quer apenas se eleger; aumentar sua conta bancária (de preferência, no estrangeiro); cuidar do enriquecimento dos parentes e do afilhado da rapariga do delegado; beijar criancinha em campanha para ganhar votos dos incautos; fazer alguma falação comovente ou messiânica (de acordo com a ocasião) e deixar que os assassinados morram em paz, e suas famílias chorem e sofram bastante (desde que continuem votando nos corruptos, nos irresponsáveis, nos criminosos notórios e acreditando em suas promessas de ordem, segurança, emprego, moradia, saúde, educação).

Magistrado só quer ficar milionário em tempo rápido e delegados e policiais precisam se virar para ter um extra, pois não são nem magistrados e nem deputados ou senadores - e não são de ferro e também merecem alguma graninha por fora...

Afinal, somos uma democracia: temos que dar espaço para os criminosos e para suas vítimas; para os corruptos e para os que pagam impostos; para os menores assassinos e ladrões e para as crianças mortas pelo crime. O sol nasceu pra todos e ilumina o túmulo de quem está 7 palmos abaixo do nível do asfalto.

 

Somos uma democracia, temos espaço para todos - só não temos mais princípios éticos.

 

Sem problema. Quem precisa de princípios éticos?

 

Lula prometeu que seremos um país desenvolvido - mesmo que ele chame corruptos notórios de "companheiros", não vamos perder a esperança: Lula vai encontrar uma política de segurança pública, sem penalizar os monstros de menor idade, e nós vamos saber como seu filho ficou milionário em tempo recorde (sem invasão de privacidade, é claro!) e de onde veio a grana para a compra do dossiê  fajuto contra os tucanos. Lula vai conseguir explicar para os bandidos que mataram João e para os que queimaram pessoas (bom lembrar o caso do índio Galdino - claro que Lula não era ainda governo - o governo Lula já tem um bom catálogo de crimes/criminosos e não precisa dos crimes anteriores) e para todos os outros monstros, porque Bruno Maranhão não é bandido, embora seja tão parecido com outros bandidos, apesar de ter liderado a invasão e a depredação do Congresso Nacional. 

 

Lula vai explicar os crimes que interessam ao governo (à governabilidade - palavra que provoca orgasmos no palanque e diante de Câmeras de TV) e vai explicar que há outros crimes que devem ser chorados pelas famílias das vítimas, pois os criminosos não devem ser penalizados e tais crimes não interessam à Presidência. Quando Lula teorizar tudo isso, do alto de seu palanque, teremos entrado na civilização ou mergulhado no socialismo petista, no qual os monstros do crime merecem sempre compreensão, pois são vítimas da sociedade.

 

Para ilustrar o que nos espera no futuro, seguem imagens recentes da violência da qual não somos vítimas, pois os bandidos não devem ser penalizados (Lula não quer perder os votos dos parentes dos criminosos - se ele vai salvar o Brasil, também há de salvar os monstros do crime como sua fala messiânica e todos serão livres).

 


No Brasil de hoje, João morreu porque nós quisemos que os monstros fossem monstros, apesar de sermos trabalhadores e pagarmos impostos para um governo incompetente e ineficaz - isso de pagar imposto é mesmo ser politicamente correto.

 

Toda solidariedade para com a família do menino João e para com as outras famílias vítimas do Brasil de hoje.