Ministro fala em 'contatos informais no passado' e ouve alerta de 'cuidado'
Jamil Chade, correspondente em Genebra-O Estado de são Paulo
O chanceler Celso Amorim admitiu que o Brasil estaria disposto a estabelecer um diálogo com o grupo Hamas, alvo de boicote dos países ocidentais, e quer participar do monitoramento de eventual relançamento de um processo de paz no Oriente Médio. Mas recebeu ontem um duro recado do governo da Autoridade Palestina: uma aproximação com o Hamas pode dar a impressão ao grupo considerado como terrorista de estar ganhando legitimidade internacional.
"Qualquer aproximação com o Hamas hoje pode ser interpretada pelo Hamas como uma espécie de fraqueza da comunidade internacional e um sinal de reconhecimento do sistema de facto criado em Gaza por meio da força e de um golpe. Por isso, os países devem ter cuidado", alertou o ministro das Relações Exteriores da Autoridade Palestina, Riad Malki, que se reuniu ontem com Amorim.
 
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