Ministro Nelson Jobim condecora
  Governador José Serra
O ministro da Defesa, Nelson Jobim volta segunda-feira de férias e no mesmo dia conversa com o presidente Lula, que também retoma as funções, para definir sua saída da pasta. O assunto predomina entre o pessoal de farda porque será tratado no delicado momento político de debates sobre investigações de atos repressivos dos governos militares e de escolha de fornecedor estratégico para os 35 novos caças para a Força Aérea.
É certo que Jobim deixa a Defesa em março para sair candidato nas próximas eleições. Sonha em disputar a sucessão de Lula como candidato majoritário. Aceita vir como vice numa coligação em oposição à ministra Dilma Roussef, lançada candidata por Lula. Leia-se vice de José Serra que tentará de novo conquistar a Presidência.
Nos quartéis se fala que Jobim trabalhou na sua candidatura arduamente durante as festas de fim de ano e nesses dias de folga de janeiro. E que teria articulado a reação dos comandos militares ao decreto da Comissão da Verdade, que propõe a investigação de atos de agentes do governo durante a ditadura e que foi recebido com pedidos de demissão dos comandantes e do próprio ministro da Defesa.
"A reação foi importante, mas fora do tom usual dos comandos", avalia um oficial superior. "Se o decreto trouxe algo que não estava programado, uma ponderação ao presidente bastaria", completa.
As mesmas fontes identificam Jobim no vazamento de relatório preliminar apontando o caça sueco como preferido da FAB num ranking não oficializado em que o caça norte-americano ficaria em segundo e o francês em último.
"Sabemos que a orientação do Planalto é que o relatório não faça ranking, só considerações técnicas. Um vazamento dessa ordem força tomada de decisão com Jobim no governo", aposta outro oficial.
Redação Terra

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