Desembarque do Min. da Defesa Nelson Jobim e do
  Comandante  do Exército Gen Enzo Peri 
  Foto Agência Brasil
Jobim chega ao Haiti e ouve pedidos de urgência de militares
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, os comandantes do Exército, general Enzo Peri, e da Marinha, Júlio Soares de Moura Neto, chegaram na noite dessa quarta-feira à base brasileira naquele país e já ouviram relatos e pedidos de urgência de militares sobre o trabalho no local. O Ministério da Defesa e as Forças Armadas consideram inviável, no momento, organizar, armazenar e distribuir as doações de alimentos, água, roupas e outros materiais destinadas ao Haiti por particulares ou governos Estaduais.
O cenário em Porto Príncipe, capital do Haiti, atingida por um terremoto de sete graus era de corpos espalhados pelas ruas - alguns cobertos, outros expostos - e população em pânico carregando os mortos e feridos entre escombros, segundo relatos do comandante militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), o general brasileiro Floriano Peixoto Vieira, ao ministro da Defesa, Nelson Jobim. 
"Nosso primeiro trabalho foi usar a engenharia para desobstruir as principais vias da cidade. Mas ainda
 
          Militares brasileiros da missão de paz
não conseguimos chegar para ajudar. Não temos condição de avaliar o número de mortos. Sabemos que é uma quantidade muito elevada", diz o comandante.
Na frente da base Charles, onde fica a maior parte do contingente brasileiro no Haiti, centenas de haitianos se concentram pedindo ajuda. Cerca de 70 feridos graves chegaram a ser atendidos pelos militares e se recuperam em alojamentos improvisados. Também estão na base Charles os corpos de 14 militares brasileiros mortos e da Fundadora e Coordenadora Internacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, que fazia uma palestra para padres e seminaristas em uma escola de Porto Príncipe quando ocorreu o terremoto.(...)
Urgência
O comandante Floriano Peixoto disse a Jobim que, no momento, o país precisa de água, remédios e equipamentos pesados de engenharia para remover os escombros, além de médicos e engenheiros. "Precisamos desses equipamentos com urgência para tentar salvar pessoas que estão vivas debaixo dos escombros."
A missão brasileira de ajuda humanitária desembarcou em Porto Príncipe às 17h50 de hoje (20h50 no horário de Brasília). Após ouvir o relato do militares, Jobim disse que a intenção do governo brasileiro é montar hospitais de campanha para atender os feridos. De acordo com o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recomendou a montagem dos hospitais.
No Brasil, o Ministério da Saúde embala o primeiro lote com 10 mil kits contendo cerca de 48 medicamentos necessários para situações de emergência. De acordo com diretor de Vigilância em Saúde Ambiental do Ministério da Saúde, Guilherme Franco, que está na missão brasileira, esses medicamentos deverão ser embarcados nesta quinta-feira.(...)
O ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou que o país enviará até US$ 15 milhões para ajudar a reconstruir o Haiti após o terremoto que devastou o país nesta terça-feira. Além dos recursos financeiros, o Brasil doará 28 t de alimentos e água para a população do país. A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou oito aeronaves de transporte para ajudar as vítimas.
O Brasil no Haiti
  
 Militares brasileiros, antes do terremoto  fazendo
 a segurança do Palácio Presidencial
O Brasil chefia a missão de paz da ONU no país (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, ou Minustah, na sigla em francês), que conta com cerca de 7 mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares brasileiros servem na força. Ao todo, são 1.310 brasileiros no Haiti.
A missão de paz foi criada em 2004, depois que o então presidente Jean-Bertrand Aristide foi deposto durante uma rebelião. Além do prédio da ONU, o prédio da Embaixada Brasileira em Porto Príncipe também ficou danificado, mas segundo o governo, não há vítimas entre os funcionários brasileiros.
Portal Terra
Foram confirmados os óbitos de 13 (treze) militares do BRABATT: (Resenha CCOMSEX )
- 1º Tenente BRUNO RIBEIRO MÁRIO;
- 2º Sargento DAVI RAMOS DE LIMA;
- 2º Sargento LEONARDO DE CASTRO CARVALHO;
- 3º Sargento RODRIGO DE SOUZA LIMA;
- Cabo DOUGLAS PEDROTTI NECKEL;
- Cabo WASHINGTON LUIS DE SOUZA SERAPHIN
- Soldado TIAGO ANAYA DETIMERMANI;
- Soldado ANTONIO JOSÉ ANACLETO;
- Soldado FELIPE GONÇALVES JULIO; e
- Soldado RODRIGO AUGUSTO DA SILVA, todos do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena-SP.
 
 EXÉRCITO BRASILEIRO BRAÇO FORTE MÃO AMIGA
- Cabo ARÍ DIRCEU FERNANDES JÚNIOR e
- Soldado KLEBER DA SILVA SANTOS; ambos do 2º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em São Vicente-SP. 
- Subtenente RANIEL BATISTA DE CAMARGOS, do 37º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lins-SP.
Um militar da MINUSTAH:
- Coronel EMILIO CARLOS TORRES DOS SANTOS, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília-DF.

  Encontram-se desaparecidos 04 (quatro) militares que estavam no Quartel da MINUSTAH
- Cel JOÃO ELISEU SOUZA ZANIN, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília-DF;
- Ten Cel MARCUS VINICIUS MACEDO CYSNEIROS, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília-DF;
- Maj FRANCISCO ADOLFO VIANNA MARTINS FILHO, do Departamento-Geral do Pessoal, sediado em Brasília-DF; e
- Maj MÁRCIO GUIMARÃES MARTINS, do Comando da Brigada de Infantaria Paraquedista, sediada no Rio de Janeiro-RJ.

Há 12 (doze) feridos que serão repatriados para o Brasil e 02 (dois) outros militares foram evacuados para a República Dominicana.
A ESSES SOLDADOS NOSSA HOMENAGEM! A SEUS FAMILIARES NOSSA SOLIDARIEDADE 
Fotos do site : http://www.sangueverdeoliva.com.br

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