Destruição de 7000 laranjeiras  - Fazenda Cutrale
Documentos comprovam as denúncias contra o chefe de grupo do MST, Miguel da Luz Serpa. Ele é um dos chefes do Sem-Terra no Centro-Oeste Paulista e uma das nove pessoas presas neste semana pela polícia civil . Entre elas, a mulher de Serpa, a vereadora da mesma cidade, Rosimeire Pan D’Arco de Almeida Serpa (PT), conhecida por ‘Rose’ e o  ex-prefeito de Iaras, Edilson Granjeiro Xavier (PT), 63 anos. Segundo a polícia, os três foram os responsáveis pela coordenação da invasão da fazenda da Cutrale.Em nota, o MST afirma que a prisão é “perseguição política”.  Serpa aparece em um vídeo feito pelo MST planejando a  invasão destrutiva à fazenda da Cutrale em outubro do ano passado,+quando 7 000 laranjeiras foram destruídas.
Os documentos  podem agravar ainda mais a situação do chefe do movimento Sem-Terra no Centro-Oeste Paulista. Eles comprovam que a Associação Regional de Cooperativa Agrícola da Reforma Agrária, com sede em Iaras, representada por Miguel Serpa, recebeu repasses do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA,  para melhorias em assentamento, mas, não prestou contas do valor.

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Uma organização não governamental denunciou suposto uso irregular de dinheiro público envolvendo até o INCRA. Esses documentos comprovam que a Associação Regional de Cooperativa Agrícola da Reforma Agrária  recebeu em 2007, R$292 mil em repasses do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Esse dinheiro era para ser usado em melhorias no assentamento Zumbi dos Palmares, onde vivem  248 famílias. Para conseguir a verba, a associação fez convênios. Dois deles, no valor total de R$222 mil, foram assinados por Raimundo Pires da Silva, representante do Incra, e por Miguel da Luz Serpa, diretor da cooperativa. Essa verba seria usada para capacitação dos assentados, que alegam que não receberam apoio nenhum
.. .Em pelo menos dois convênios como Governo Federal aparece o nome de Miguel da Luz Serpa como representante da associação. O primeiro, no valor de R$180 mil, foi assinado em outubro de 2007.O dinheiro foi depositado em uma conta da associação. Mas, a falta de documentação impediu a aprovação da prestação de contas.
. . Apenas o segundo convênio de R$42 mil  foi aprovado A verba  era destinada à capacitação de trabalhadores rurais. Alguns assentados alegaram que não receberam apoio.
A denúncia de suposto uso irregular de dinheiro público partiu da organização não governamental Contas Abertas, com sede em Brasília, uma entidade que fiscaliza e acompanha a utilização de recursos públicos.
Um dos advogados de Miguel da Luz Serpa disse por telefone que não tem conhecimento da denúncia. Já o Movimento Sem-Terra informou que não recebe verbas públicas. O Incra disse que só vai comentar o caso na sexta-feira.

 

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