Não eram os MILITARES que não queriam abrir os Arquivos???

Ou existem muitos fatos  nessa história que a esquerda não quer que o Brasil conheça ?

Pedido de vistas suspende julgamento que envolve acesso a informações a respeito dos mortos da Guerrilha do Araguaia
Por  Fernanda Guzzo  Da equipe do Correio
Os familiares dos desaparecidos políticos da Guerrilha do Araguaia terão de esperar ainda mais para conseguir a abertura dos arquivos oficiais do conflito armado travado na Floresta Amazônica, na primeira metade da década de 1970. Ontem, num julgamento de um recurso da União, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), um pedido de vista feito pelo ministro Luiz Fux adiou a quebra do sigilo de todas as informações oficiais existentes sobre o confronto. Não há, ainda, estimativa sobre quando o processo será julgado. A ação já tramita na Justiça há 25 anos.

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   A questão, que começou a ser julgada pelo STJ, é meramente técnica e processual, e não discute se os arquivos devem ou não ser abertos, mas enquanto não sair a definição do Tribunal os documentos permanecem com acesso negado. A União questiona o fato de o Tribunal Regional Federal da 1ª Região ter modificado uma decisão da primeira instância que determinou a abertura dos arquivos.

   Em 2004, o TRF confirmou a decisão da primeira instância e, além disso, determinou que fosse feita uma audiência solene de autoridades públicas para o início dos trabalhos de abertura dos arquivos. Para a União, a Corte não teria competência de modificar nada na sentença. "Além disso, uma audiência solene de abertura dos arquivos exporia autoridades como o Ministro da Justiça, o Advogado-Geral da União e o Chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a uma situação desnecessária", disse o Advogado da União, Osíris Vargas.

   A ação judicial foi instaurada em 1982 pelos familiares de 22 desaparecidos. Em 2003, a Justiça Federal em Brasília deu ganho de causa aos parentes dos guerrilheiros, determinou que a União liberasse as informações sobre onde estariam os restos mortais dos guerrilheiros e ainda providenciasse o traslado e o enterro da ossadas. Desde então, a União vem recorrendo da decisão. "Com tantos recursos interpostos pela União, mesmo que haja uma disposição de abrir os arquivos, o que se mostra é que há uma lacuna entre a teoria e a prática", disse a advogada dos parentes dos desaparecidos políticos, Suzana Paim. A União começou ontem ganhando no STJ.
Antes do pedido de vistas, o relator, ministro Teori Zavascki, se mostrou favorável ao recurso da União.


   Rio de Janeiro - Mário Magalhães : O silêncio de Dilma

   RIO DE JANEIRO - A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) comemorou em artigo publicado na Folha, às vésperas do Natal de 2005, a entrega do acervo do extinto Serviço Nacional de Informações (1964-90) ao Arquivo Nacional.

"Fez-se história", orgulhou-se.

  Acrescentou: "[...] A abertura desses arquivos representa a possibilidade de a sociedade brasileira conhecer uma parte obscura de sua história recente".

  É provável que a ministra ignorasse que o material transferido pela Agência Brasileira de Inteligência não constituía o que o SNI de fato acumulou, mas o resultado da subtração de papéis.

  Hoje não pode mais alegar falta de informação. Como a Folha demonstrou, documentos comprovadamente produzidos pelo SNI não chegaram ao Arquivo Nacional (vinculado à Casa Civil). Este diz que não recebeu, a Abin jura que repassou tudo o que tinha.

  Além das "Apreciações Sumárias" do SNI, de outubro e novembro de 1975, outros papéis podem ter sumido no "banho". Quando a notícia parecia boa, a liberação do acesso, Dilma faturou. Quando é ruim, o acervo surrupiado, ela se esconde.

  O veto ao conhecimento do passado é regra nos anos Lula. Em 2006, uma comissão da ONU esperou resposta que não veio à requisição de abertura dos arquivos. O Procurador-Geral da República fez pedido igual, em nome do direito humanitário de as famílias enterrarem 140 desaparecidos. Ao não responder, o Planalto tripudiou. O governo renovou a lei de sigilo eterno para certos documentos.

  Agora, faz vista grossa ao sumiço da papelada do SNI. Dilma Rousseff é a encarregada do presidente para cuidar da questão dos arquivos. Poderia, ao menos, se desculpar pela propaganda enganosa de 2005.

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