Pela editoria do site: www.averdadesufocada.com
 Logo após a transcrição da matéria do Orvil, o site fez uma relação de militantes da luta armada citados na matéria, que, caso a Comissão da Verdade seja aprovada pelo Congresso, poderiam ser  chamados para relatar os crimes cometidos e qual a verdadeira intenção da luta armada. Se forem honestos em seus depoimentos,  a verdade que a esquerda deturpa, reescrevendo a história, começaria a ser desvendada. Mas, que não façam como a equipe que pesquisou para produzir  o livro BRASIL: NUNCA MAIS , que esquadrinhou documentos no STM, sem honestidade e isenção. Essa equipe fez a triagem a seu modo, publicando o que interessava, distorcendo os fatos e ignorando os crimes e as intenções dos militantes dessa luta insana. No livro, seus crimes foram omitidos e terroristas e subversivos são endeusados. Vejam a introdução:
"Escreve isto para memória num livro"
(Êxodo 17,14)
  
 Iluminadas por Deus, segundo a
 Bíblia,  pessoas que pregam paz
"Lembrem-se do que aconteceu no passado:
Naqueles dias,
depois que a luz de Deus brilhou sobre vocês,
vocês sofreram muitas coisas,
mas não foram vencidos na luta. "
BRASIL: NUNCA MAIS
Desde quando assaltantes, assassinos, sequestradores e terroristas que matam e mutilam inocentes em atentados a bomba, são pessoas sobre as quais a "luz de Deus "brilhou sobre elas ?
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VPR: meses de planejamento e sigilo
A VPR iniciou o ano de 1970 com uma linha política estabelecida no seu último congresso de novembro do ano anterior, logo após o "racha" - quando se desligou da  VAR - Palmares..
Em janeiro, o Comando Nacional (CN) expediu o "Informe nº 3" no qual analisava a situação do Pais, da esquerda e da organização, e estabelecia um plano de trabalho para esse ano. Ao mesmo tempo, publicou parte dos documentos aprovados no congresso, dos quais se destaca o capitulo referente à "Propaganda Armada". Depois de considerar o novo presidente eleito -  General Emílio Garrastazu Médici - como "um militar totalmente inexpressivo" e o novo governo como o "politicamente mais fraco desde 1964", a VPR apontava o seu inimigo: a burguesia.
Privilegiando a luta armada como a única forma de tomada do poder,
a VPR estabelecia duas tarefas fundamentais para esse ano: a propaganda armada, as ações armadas e a guerrilha rural.
Para a organização, a agitação e a propaganda não deveriam, como até agora acontecia, simplesmente inocular nas massas a necessidade de fazer a revolução,  mas mostrar- lhes um quadro revolucionário pronto, para que nele ingressassem, inicialmente, a reboque da vanguarda. 
Dentre as ações de propaganda armada, a VPR as caracterizava como sendo de três tipos: as "de repercussão nacional, de grande vulto" ; as "de repercussão local"; e as "de repercussão. interna, dentro da vanguarda, como troca de prisioneiros, justiçamentos de torturadores, etc".  Nestas últimas ações, a VPR enquadrava os justiçamentos dos "dedos-duro" e dos "traidores ", condenados por um "tribunal revolucionário", que poderiam ou não ser divulgados pela organização. As discussões sobre a propaganda armada durariam todo esse ano e seriam intensificadas, a partir do sequestro do embaixador suiço, planejado para dezembro.
Sobre a guerrilha rural a segunda tarefa fundamental desse ano, a VPR afirmava que ela seria desencadeada através de 3 fases:
- na primeira, a preparação dos quadros em áreas de treinamento . A VPR já havia feito um treinamento , de outubro a dezembro de 1969, e, naquele momento, janeiro de 1970, iniciava a implantação de uma nova área de treinamento, na região de registro.
 - na segunda, a implantação de área táticas (AT), onde seriam desencadeadas guerrilhas irregulares; e
- na terceira, a Coluna Móvel Guerrilheira, de fundo, estratégico,e que seria o embrião de um Exército Popular .
. Em carta "Aos Comandantes - de  Unidades de Combate", datada de 7 de janeiro, Carlos Lamarca afirrnava que
"a palavra de ordem é aguçar a luta, em todos os níveis, em todos os lugares".
Para realizar todo esse ambicioso plano, a VPR precisava ter uma organização dinâmica que lhe permitisse, com mais facilidade, acionar suas bases sem os entraves de uma estrutura complexa, com excessivos comandos interrnediários.
  
 Na época que militava na luta armada era
conhecido como Ladislas Dowbor  - Jamil
Seu CN era composto por três militantes: Carlos Lamarca, nomeado comandante-em-chefe, Ladislas Dowbor ("Jamil") e Maria do Carmo Brito. Ligados diretamente ao CN, havia as Unidades de Combate (UC), .nos Estados da Guanabara, São.Paulo e Rio Grande do Sul. Apesar de falarem, comumente, em Comando Urbano e Comandos Regionais, eles não existiam como organismos estruturados - o comando de UC confundia-se com o comando regional.
Na Guanabara  havia duas UC. Uma, denominada de  "João Lucas Alves" - UC/JLA -, era comandada por José Ronaldo Tavares de Lira e Silva, ex-Sargento do Exército, e possuía duas bases 
A primeira base era coordenada por Darcy Rodrigues, ex-sargento do Exército, e integrada por Gerson Theodoro de Oliveira , sua companheira Tereza ângelo, Maurício Guilherme da Silveira e Flávio Roberto de Souza; e a segunda, coordenada por José Maurício Gradel e integrada por Sonia Eliane Lafoz, Jesus Paredes Souto, Adair Gonçalves Reis e Cristóvão da Silva Ribeiro.
A UC/JLA, como as demais, possuía uma vida própria, com um Setor de Imprensa, um de Documentação, um de Inteligência, e uma Base Médica, onde se destacava Almir Dutton Ferreira. Os responsáveis eram os seguintes militantes:

 Documentação - Melcides Porcino da Costa e sua companheira Ieda dos Reis Chaves

Inteligência - Celso Lungaretti, Maria Barreto Leite Valdez, Richard Domingues Dulley e sua esposa Ana Maria Aparecida  Peccinini Dulley                                                                 
 Base Médica - Almir Dutton Ferreira.

A outra UC estava em gestação e fora denominada "Severino Viana Colou". Era comandada  por Herbert Eustáquio de Carvalho, um ex-estudantede Medicina, vindo do COLINA de

 
       Darcy Rodrigues
Minas Gerais . Ao dirigir-se para a área de treinamento de guerrilha em Registro Herbert  foi substituído por Juarez Guimarães de Brito.
Essa UC era  encarregada de executar pequenas açoes. Integrada, fundamentalmente, por militantes oriundos do Comando Secundarista (COSEC), possuía duas bases :

A primeira, coordenada por Alex Polari de Alverga, era integrada por sua companheira Lúcia Velloso  Maurício,´Paulo Cesar de Amorim Chagas e Vera Lúcia Thimóteo;
a segunda, coordenada por Alfredo Hélio Sirkis, constituía-se de Júlio Cesar Covello Neto e Marco Antonio Esteves da Rocha. Como homem de confiança de Juarez e encarregado de contatos com outras organizações, havia Wellington Moreira Diniz. 

Em São Paulo havia apenas a UC coordenada por José Raimundo da Costa , que possuia  cerca de 20 militantes , e que, em seguida passaria para a cordenação de Ladislas Dowbor.No Rio Grande do Sul, havia a UC "Manoel Raimundo Soares" (UC/MRS), dirigida por Félix Silveira Rosa Neto. Integrada pela companheira de Félix, Eliana Lorentz  Chaves, Fernando Damatta Pimentel, Irgeu João Menegon, Luiz Carlos Dametto, José Clayton da Silva Vanini e Isko Germer, ex-tenente da PM gaúcha. Essa UC havia sido reforçada, em dezembro de 1969, com a entrada de mais  de uma dezena de militantes oriundos do POC.

 Além da área urbana, a VPR passava, nesse início de ano, a dar maior atenção ao trabalho de campo
  
 Alfredo Hélio Sirkis PT/RJ
dirigido pelo próprio Lamarca. Estava iniciando os trabalhos na área de treinamento do Vale do Ribeira, na região de Registro, em São Paulo, e implantava uma futura área tática ( ( AT ) na região de Três Passos, no Norte do Rio Grande do Sul. Fracassara a tentativa de criar uma AT em Goiás, para onde havia sido enviado Manoel Dias do Nascimento.
A mando da organização Antonio Nogueira da Silva Filho comprara uma fazenda no. interior goiano, mas "desbundou" (ou seja, desistiu da subversão) e pediu para sair. Julgado por um Tribunal Revolucionário, por pouco não foi justiçado, sendo expulso pela contagem de 2 x I, com o voto isolado a favor do fuzilamento. O tribunal, constituído por Celso Lungaretti, Ladislas Dowbor e Carlos Alberto Soares de Freitas, expulsou -o em 24 de setembro  de 1969. Com medo, Antonio Nogueira da Silva Filho , ainda em 1969, fugiu para Milão , na Itália.
Em  termos de "frente"- ações praticadas em conjunto  com outras organizações-, a VPR participava com a ALN, a REDE, o POC e o MRT. A VPR fazia, tambèm, contatos com o grupo denominado de Frente de.Libertação Nacional (FLN), liderado pelo ex--major do Exército Joaquim Pires Cerveira. Juntas VPR e FLN realizaram o planejamento de diversas ações, dentre os quais o do seqüestro do embaixador alemão, na Guanabara.
Nesse inicio de 1970, os órgãos de segurança empenhavam - se em descobrir as infiltrações da VPR no Exército, através das declarações do ex-Cabo José Mariane Perreira Alves. Preso ,o Capitão Altair Luchesi Campos negou peremptoriamente as suas ligacões com a VPR e com Lamarca. Ao ser acareado com o Cabo esse lhe disse:
" Vamos ser homens, capitão! Eu caí, estou falando a verdade e, se faço neste momento esta declaração, não é por vingança. Não tenho raiva de nenhum oficial que tenha me dado punição quando soldado. O senhor realmente esteve no aparelho do Lamarca".
Então , em prantos, o Capitão Luchesi confessou suas ligações com a organização.
No exterior, a VPR iniciava a montagem·de uma estrutura em
  
 Fernado Damatta Pimentel - durante a
  luta armada
Cuba, onde se encontrava Onofre Pinto, banido em setembro do ano anterior. Inclusive, já havia conseguido recrutar diversos marinheiros do. ex-MNR que possuiam curso de guerrilha lá realizado. Ao longo dos meses seguintes, esses militantes integrar-se-iam à VPR no Brasil
Os ex-integrantes do MNR recrutados foram : José Maria Ferreira de Araújo, Evaldo Luiz Ferreira de Souza, Edson Neves Quaresma e José Anselmo dos Santos , além de Aluizio Palhano Pedreira Ferreira, bancário, ex-vice presidente da CGT e ex-presidente da OLAS -organização Latino-americana de Solidariedade..
  

Fernando Pimentel hoje , ex-pre-
feito BH - Coordenador da campa-
nha  eleitoral

Nos dois primeiros meses do ano, a VPR decidiu diminuir o ritmo de suas ações, a fim de não arriscar alguma prisão que pudesse por em risco a área de treinamento. O sigilo era prioritário.  Sua única ação armada, nesse período, foi o assalto ao Centro de Transmissores de Manguinhos, perto da Avenida Brasil, na Guanabara, realizado em 30 de.janeiro. Quatro militantes fardados de militares da Aeronáutica subjugaram a guarda da FAB e levaram três fuzis e àlgumas fardas.
 Na manhã de 27 de fevereiro, um acidente de carro na  estrada das Lágrimas, em São João Clímaco/SP, colocava na mão da polícia Chizuo Ozava ("Mário Japa"), que sabia onde era a área de treinamento. Perguntado sobre o assunto, "Mário Japa" disse que estava localizada em Goiás. Mais uma vez, os órgãos de segurança foram desviados em suas buscas, naturalmente em decorrência do erro inicial. Entretanto, a simples prisão de "Mário Japa" preocupou a VPR e, particularmente Lamarca, internado nas matas de Jacupiranga.
Era preciso, urgentemente, fazer um seqüestro para libertá-lo, ação concretizada em 11 de março, quando foi sequestrado o cónsul japonês em São Paulo.
No Rio Grande do Sul, a  fim de desviar de São Paulo a atencão dos Órgãos de Segurança, a UC/MRS iniciava as ações armadas.
 No dia 2 de março, assaltou um Volks do Banco Brasul, que transportava dinheiro da Companhia Ultragás, levando 65.000 mil cruzeiros.
A relativa inação da VPR nesses dois primeiros meses do ano, seus planejamentos, sua preparação e particularmente o sigilo com que procurava cercar suas ações permitiam prenunciar grandes atividades da organização nos meses  seguintes.
 
 Alex Polari Alverga e
  o Santo - Daime

Transcrito do Projeto Orvil

Outros nomes podem ser encontrados em todas as matérias da série Projeto Orvil e Memórias Reveladas. Relação proposta nessa matéria, pessoas fáceis de serem localizadas:

 
 Maria do Carmo Brito
José Ronaldo Tavares de Lira e Silva
Darcy Rodrigues
Sonia Eliane Lafoz
Celso Lungaretti - blogueiro
Alex Polari de Alverga
Alfredo Hélio Sirkis - Deputado pelo RJ
Ladislas Dowbor.
 Fernando Damatta Pimentel - ex-prefeito de Belo Horizonte e  indicado para coordenar a campanha eleitoral de dilma Rousseff
Chizuo Ozava
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