Stédile e Chávez defensores das Farcs
Juiz espanhol acusa Chávez de colaborar com ETA e Farc _ O Estado de S. Paulo  
Um juiz do Superior Tribunal espanhol acusou ontem o governo venezuelano de colaborar com membros da organização separatista basca ETA e da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que teriam tramado um plano para atentar contra a vida do presidente colombiano, Álvaro Uribe, na Espanha.
As acusações causaram mal-estar entre Caracas e Madri. O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, pediu explicações para o governo venezuelano e o presidente Hugo Chávez, em visita ao Uruguai, qualificou as acusações de "tendenciosas" e "inaceitáveis". "Foram feitas denúncias inaceitáveis contra o governo venezuelano, de natureza e motivação política", disse Chávez, num comunicado. O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, também conversou sobre o tema com o ministro de Relações Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, segundo o embaixador venezuelano em Madri.
As denúncias foram feitas pelo juiz Eloy Velasco, como parte de um processo contra seis membros da  ETA e sete das Farc, acusados dos delitos de terrorismo, uso de explosivos e conspiração para cometer homicídios. Segundo o juiz, os dois grupos teriam um plano para atacar na Espanha funcionários do alto escalão do governo colombiano, incluindo Uribe, e Caracas teria colaborado para a sua articulação.
Velasco mencionou o nome do espanhol e suposto membro da ETA Arturo Cubillas, que trabalhou no Escritório de Administração e Serviços do Ministério da Agricultura da Venezuela e é casado com Goizeber Odriozola, que já foi diretora-geral do gabinete da presidência desse país. Segundo o juiz, Cubillas seria o responsável pelas atividades da ETA em território venezuelano e teria feito o contato com as Farc.
  
             Cúpula do ETA
Segundo Caracas, Cubillas chegou ao país em 1989, "como produto dos acordos firmados pelos ex-presidentes Carlos Andrés Pérez (da Venezuela) e Felipe González (da Espanha)". Na época, cerca de 80 militantes da ETA foram viver na Venezuela, aproveitando tais acordos para serem tratados como "refugiados políticos".
RELATÓRIO NOS EUA
Ainda ontem, o relatório anual da luta antinarcóticos do Departamento de Estado dos EUA denunciou a existência de "fortes evidências" de que membros das forças de segurança oficiais venezuelanas cooperariam com a guerrilha colombiana. Segundo o relatório, o governo Chávez "não cooperou com os EUA e outros países para reduzir o fluxo de cocaína na Venezuela".

 

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