Amanhã, no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, oito militantes do MST receberão a Medalha Chico Mendes de Resistência 2010. A medalha é concedida a pessoas e entidades que se destacam na luta contra a tortura, a impunidade, desrespeito aos direitos humanos e violência contra os movimentos populares.
Os “medalhados” estão enquadrados na Lei de Segurança Nacional conforme denúncia à Justiça Federal feita pelo Conselho Superior do Ministério Público do RS pelos conhecidos atos de violência cometidos pelo MST como invasão de propriedades privadas, destruição de patrimônio nestas áreas invadidas, desrespeito à ordens judiciais de reintegração de posse e matança de animais domésticos.
Não há nenhuma novidade nas ações criminosas do MST, mas a premiação de lideranças responsáveis pelo Grupo Tortura Nunca Mais, donos dos direitos da medalha Chico Mendes, não deixa de ser um aval aos atos dos sem-terra.
O advogado do MST, Aton Fon, referiu-se à denúncia do MP/RS como um ato que pretende enquadrar a entidade como “uma organização criminosa ou terrorista” Ora, quem faz questão de se identificar assim, praticando ações bem definidas na legislação como criminosas é o próprio MST.
O Grupo Tortura Nunca Mais está devendo uma medalha post-mortem ao tenente da PM paulista, Mendes Júnior, assassinado por terroristas comandados por Carlos Lamarca, nos anos 70, no Vale da Ribeira, em São Paulo.
Mas talvez a família do jovem tenente assassinado a golpes de coronha de fuzil rejeitasse essa medalha....

 
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