Jornal do Brasil
O MST deu início nesta semana a Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, conhecida também, como Abril Vermelho. As ocupações de terra começaram no último domingo em Pernambuco e não têm previsão de acabar.
A Jornada é realizada em memória de 19 integrantes do movimento que foram assassinados no Massacre de Eldorado dos Carajás, durante operação da Polícia Militar, em 1996.
Em 2002 do ex presidente, Fernando Henrique Cardoso assinou decreto que transformou o dia 17 de abril, data do massacre, no Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária . 
Ocupações
Em quatro dias de manifestação, os integrantes do MST já fizeram 21 ocupações (16 em Pernambuco, três na Paraíba e duas em Alagoas).
As invasões mobilizaram 2.080 famílias e não houve conflito entre sem-terra e polícia.
Durante todo mês o MST irá promover ações em todo país, com manifestações, ocupações de terras, ações em prédios públicos e protestos contra a ampliação da concentração de terras no país, com a expansão do agronegócio.
Lutar não é crime
O principal objetivo do Abril Vermelho é a luta pela reforma agrária. O tema do movimento esse ano é “Lutar não é Crime”, em referência ao processo de criminalização dos movimentos sociais.
A luta é por uma estrutura agrária justa, sem concentração de terra e modificação no modelo de desenvolvimento (que sempre produziu monocultura para exportação).
– Se, por um lado, o governo não atende à demanda de organizações ruralistas que se articulam no Congresso para criminalizar o movimento dos trabalhadores, também não há sinais de avanço em relação à reforma agrária. Esse governo tem dado provas de que fez uma opção pelo modelo de desenvolvimento calcado no agronegócio, com monoculturas financiadas com dinheiro público. Isso faz com que o movimento dos trabalhadores e seus direitos fiquem vulneráveis à ação dos grupos ruralistas”, reclamou José Batista Oliveira, membro da coordenação nacional do MST.
CPMI
Em 2009 foi criada a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o repasse de verbas públicas a entidades que teriam ligação com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A Comissão investiga denúncias de desvio desses recursos para financiar invasões de propriedades rurais produtivas e prédios públicos.
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