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BOGOTÁ, 6 de junho - (Reuters) - Seis guerrilheiros foram mortos depois de um bombardeio de aviões da Força Aérea Colombiana contra um acampamento rebelde, localizado na floresta ao sul do país, nesse domingo. O grupo rebelde anunciou que um militar foi capturado durante o combate.
O bombardeio contra um acampamento das Farc (Forças Revolucionárias da Colômbia) aconteceu em Cano de Los Lobos, perto de San Vicente de Caguan, em Caquetá, a 300 quilômetros ao sudeste de Bogotá, de acordo com informações da Força Aérea.
"Seis narco-terroristas foram abatidos, sete foram capturados e dois guerrilheiros foram feridos, eles receberam os primeiros socorros e depois foram entregues às autoridades competentes", disse um comunicado da Força Aérea.
O acampamento bombardeado foi ocupado por tropas do Exército, que confiscaram armas e equipamentos de comunicação.
Por outro lado, as Farc anunciaram que seguem mantendo como refém o fuzileiro Henry Lopez, capturado durante um combate no qual morreram nove militares, no dia 23 de maio, perto do município de Solano, em Caquetá.
Caquetá é uma das regiões do país onde as Farc ainda têm uma presença forte e onde a ofensiva militar determinada pelo presidente Álvaro Uribe, desde que ele assumiu o poder em 2002, tem enfrentado a maior resistência.
Durante essa ofensiva apoiada pelos EUA já morreram comandantes da guerrilha importantes, como Raúl Reyes, Tomás Medina Caracas e Martín Caballero, e milhares de guerrilheiros desertaram, o que enfraqueceu a capacidade militar dos rebeldes.
As Farc, consideradas pelos EUA e pela UE como uma organização terrorista, passou dos 17.000 combatentes em 2002 a cerca de 9.000 atualmente, de acordo com informações das forças de segurança.
A ofensiva militar tem permitido reduzir os assassinatos, os seqüestros e ataques contra a infra-estrutura, incentivando os investimentos estrangeiros e beneficiando a economia. Mas os rebeldes ainda têm forte presença em zonas importantes para a produção e tráfico de cocaína, sua principal fonte de financiamento, de acordo com informações do governo.
O candidato do Partido de la U, Juan Manuel Santos, e o líder do Partido Verde, Antanas Mockus, que vão disputar o segundo turno das eleições para presidente da Colômbia, no dia 20 de junho, prometeram manter a ofensiva militar contra a guerrilha.
As Farc não informaram se libertaram o militar capturado ou se o incluíram no grupo de 22 militares das forças armadas que eles mantêm sequestrados, alguns por mais de 12 anos e que eles querem usar em trocas por rebeldes presos.
Santos e Mockus já avisaram que se ganharem a eleição não vão negociar nenhum acordo com a guerrilha em troca da libertação dos militares sequestrados.

 

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