Paulo Ricardo da Rocha Paiva - Coronel de Infantaria e Estado-Maior
 O primeiro, também conhecido como “caçador de marajás”, ao assumir o seu mandato fez de tudo para aparecer. Até “pilotar” caças com o uniforme de combate da Força Aérea o homem fez. Arrogante, empinado como um falcão predador, disse que ia fazer e acontecer com os larápios de colarinho branco, um verdadeiro safári saneador contra a corrupção. Acabou cassado por um congresso pressionado pela opinião pública, por motivos que ninguém desconhece nesse País. Antes de ser convidado a deixar o cargo, entretanto, sem estatura para resistir às pressões de “forças ocultas”, deu uma de bom moço colocando sua pá de cal em projeto de dissuasão definitivo para a defesa nacional, justo aquele que evitaria a luta pelo medo que impõe.
 Já o segundo, com trejeitos de “sociólogo fugaz”...
...este chegou após breve inserção mandatária, pisando como se usasse sapato alto e “pince-nez”. Foi acusado de entreguista pelo furor das privatizações que, muitos acreditam, só faltaram colocar o País em leilão. Sua responsabilidade no episódio da assinatura do TNP é, no mínimo, lamentável, uma vez que, como comandante-em-chefe de nossas Forças Armadas, deveria ter demonstrado um pouco que fosse de respeito e consideração pelo soldado brasileiro que, sem outra saída, terá que lutar na selva para garantir a posse da nossa região norte, armado tão somente com “arco e flechas” contra inimigos dotados com material bélico convencional de última geração,
 Eis que surge o terceiro, linguagem matreira, piadista, adora uma blague, aquela tão bem chegada aos artistas de “teatro mambembe”. Seu legado é eminentemente desagregador e de difícil reversão para a sociedade. São nada mais nada menos do que oito anos em que uma cizânia, embrionária no período anterior, se desenvolveu e ganhou foros de legalidade, desarmonizando as etnias que compõem o povo brasileiro.    Um processo de “kosovonização” do território já está se desenvolvendo a passos largos, mercê de uma política indigenista equivocada, fato agravado pelas reivindicações de quilombolas que se julgam com direito de posse sobre cantões estaduais considerados por estes como extensões naturais, no Brasil, dos longínquos terreiros de suas aldeias nas savanas africanas.
A grande realidade é que estes ginetes malsinados fizeram muito mal à Pátria. Faltou-lhes a visão prospectiva, a sensibilidade do estadista, a previsão do general. Sobrou-lhes, em contrapartida, medo de resistir às pressões externas dominantes, resignação à idéia de que manda quem pode e obedece quem precisa, carência do que se costuma chamar de sentimento de brasilidade, mais precisamente aquele que coloca o Brasil acima de tudo!.   
 Eis a herança deixada para um quarto cavaleiro, que poderá ser ou não do apocalipse. Se for completa o quarteto maligno, todavia pobre do nosso País. Se decidir não sê-lo, haja vontade política, coragem e determinação para fazer reverter este caminho sem volta que estamos trilhando. Para que se tenha uma idéia, tem gente de preparo, políticos, intelectuais, juristas, professores de universidades que acham que a nação deve barganhar com as potências atômicas a entrega do segredo do nosso processo revolucionário de enriquecimento de urânio, muito mais em conta do que o delas, em troca de uma redução convincente de suas ogivas. Durma-se com um barulho destes, pois, se não são entreguistas de carteirinha, padecem então de uma anacrônica ingenuidade de franciscanos.
                                                                   
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