Guerrilheira das FARCPor Ernesto Caruso

A Sra. Marli Bittar tem percorrido órgãos comunicadores pedindo auxílio ao governo, ao mesmo tempo que dele reclama pelo descaso em relação ao seu filho, Vladimir Bittar, já de algum tempo incorporado às Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARC), desaparecido com dois outros colegas de militância. Alega que procurou os entes governamentais para efetivo contato com as autoridades colombianas e assim poder localizar o seu filho, de quem não tem notícias há mais de três anos. Mãe é mãe e está fazendo o seu papel, preocupada com o filho que repete o ideal que um dia a levou à luta armada no Brasil não muito distante no tempo.   

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     O modo de tratar o assunto é que despertou interesse. Nas entrevistas iniciais, a ex-guerrilheira estava mais espontânea e discorreu livremente sobre o seu passado afirmando que seu filho conviveu com as doutrinas do PC do B e com a militância revolucionária de quem o trouxera ao mundo, culminando por se ligar a elementos das FARC, deslocando-se para Manaus, de onde realizou o último telefonema, dando ciência dos seus propósitos.

Ao que consta, são três universitários brasileiros alistados nas FARC, sobejamente conhecidas pelos seus mais de quarenta anos de luta no país  vizinho, como marxistas-revolucionários não derrotados como seus colegas o foram no Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai, Bolívia, Peru, Equador, Chile. Eles próprios conhecem os seus objetivos provados pela sobrevivência dessa força terrorista, a implantação do regime comunista que perdura nas suas cabeças, a despeito da falência do sistema gerado na extinta União Soviética. 

            No entanto, na mídia adestrada, o fato é camuflado, dito e repetido como para derrubar a ditadura dos militares e não deixa de ser um exemplo de metástase do foquismo cubano, extirpado no continente sul-americano, exceto na Colômbia, e, de forma emblemática na Bolívia, com a morte do glamourisado Che Guevara. Uma maquiagem que fez do guerrilheiro-terrorista-aventureiro um romântico e atraente pólo a inspirar em adolescentes o desejo de repetir o herói folheado, pois a superficialidade corresponde à profundidade do seu conhecimento e do adesivo que ostenta nos cadernos e vidraças e dos filmes que não mostram a realidade das atrocidades dos maus tempos Guevara/Fidel.   

            O incrédulo é a obsessão sobrepujando a lógica, fechando os olhos a uma realidade abjeta do envenenamento da sociedade pelo tóxico psicológico e químico. O ideal da divisão irrestrita do mundo pelo ser existente e não pelo que faz e contribui e ainda assim, compensando as conquistas de domínio no vale tudo sem pejo. Como os fins justificam os meios, com ética ou sem ética e sem os recursos financeiros fluindo pelos dutos da subversão por conta da torneira fechada por Gorbachev/Yeltsin o pedágio ao narcotráfico foi a salvação, que o diga e ateste a prisão de Fernandinho Beira-mar, sem a fantasia-magnética guevariana.

            Isto vem a ser o recheio da estória que fica no obscuro e que nas entrevistas subseqüentes é abertamente estimulada pelo apresentador do programa policial a que não se mencione nem o nome do partido para não criar vínculos com a violência e, a ex-guerrilheira, cujo título enobrecia o currículo, passa a se chamar, considerar e citar ter sido presa política. Conceito que abre portas do governo e facilita indenizações, inimagináveis investimentos quando intentaram em 1935, asfixiados pelos democratas em 1964 e neutralizados em 1968 e início da década de 70.

            Mais recentemente foi notícia a prisão do brasileiro Michael Cuello Souza, acusado de pertencer à guerrilha da esquerda colombiana. Era conhecido como Isauro e como citado, estava nas Farc desde 2000, tinha uma ordem de captura pelo delito de rebelião e participara em 2001 de um assalto contra uma base militar, onde morreram 37 militares. Fotos apresentam o brasileiro uniformizado e armado e que foi posto à disposição de um Procurador anti-terrorismo.

As Farc com 17.000 combatentes já foi considerada como força beligerante, com direito de representação política em outras nações. No Brasil é prestigiada pelo governo.

Felizmente Genuínos, Dirceus e Dilmas foram derrotados, senão estaríamos assistindo muitos mais dos filhos desta terra embrenhados nas selvas na senda do terrorismo, barbarizando e manchando as próprias mãos com o sangue de irmãos. Outras ex-guerrilheiras estariam sofrendo por seus filhos, como as famílias dessas um dia lamentaram o descaminho por onde se perderam, mataram e morreram.

As lições ficaram...

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