Por coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra
"Documento retratos do porão Correio Braziliense- 17 de abril de 2007"

Descritos como aliados da “subversão” no livro do Exército, muitos personagens se tornaram referência nacional e outros caíram em desgraça(...)

A obra traz muitos dados banais sobre eles, retiradas de jornais e revistas, e outros até hoje pouco conhecidos, que foram colhidos em investigações da comunidade de informações ou obtidas em interrogatórios de presos políticos. Na leitura das 966 páginas do livro, percebe-se uma grande variação na qualidade dos fichários consultados pelos oficiais-escritores do serviço secreto do Exército. A seguir, uma pequena mostra dos personagens do livro, mostrando como eles foram retratados na obra e o que aconteceu com eles posteriormente:

Texto completo


 José Serra Político
Washington Alves/EM - 14/3/1992

O que diz o Exército no livro secreto
"Ex-exilado político no Chile e militante da AP (Ação Popular), Serra integrava a frente criada para propagar, no exterior, “falsas denúncias” de assassinato e tortura de presos políticos no Brasil. No esquema de disseminação de “notícias deturpadas” sobre o país, era um “ativo pombo-correio” no circuito Chile/Uruguai. "


Vejamos a história que Lucas Figueiredo omitiu:

A AP foi criada em 1962, dois anos antes da Contra-Revolução, em pleno regime democrático (governo João Goulart). Seus fundadores, não tinham, portanto, necessidade de lutar pela liberdade democrática. Os “estudantes inocentes”, “vítimas das truculências dos militares” estavam todos orientados pela esquerda da Igreja e se preparavam para a futura “Revolução Brasileira”, de cunho marxista, quando pretendiam implantar no País uma ditadura do proletariado, orientados pela linha chinesa.
 
Entre os muitos atos terroristas praticados pela AP,  destaca-se a explosão de várias bombas  e principalmente o atentado ao Aeroporto Guararapes, em Recife, no dia 25 de julho de 1966, quando morreu o jornalista Edson Régis de Carvalho e o almirante Nelson Gomes Fernandes. Na ocasião ficaram feridos seriamente o guarda-civil Sebastião Tomaz de Aquino, que perdeu uma perna e o general (na época coronel) Sylvio Ferreira da Silva, além de outras treze pessoas.


 O número de vítimas teria sido bem maior, não fosse a mudança de local da chegada do candidato a presidente da República, general Costa e Silva, que em campanha, vinha a Recife. A mudança, ocasionada por uma pane no avião que traria o general o fez viajar de carro, desviando-se do roteiro original, o que esvaziou o aeroporto.


Durante muitos anos a direita foi acusada desse crime. Foi um comunista , militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário ( PCBR), Jacob Gorender, em seu livro Combate nas Trevas, que denunciou esse crime hediondo.        


Abaixo transcrevo o que o mesmo escreveu sobre o assunto:

“Membro da comissão militar e dirigente nacional da AP, Alípio de Freitas encontrava-se em Recife em meados de 1966, quando se anunciou a visita do general Costa e Silva, em campanha farsesca de candidato presidencial pelo partido governista Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Por conta própria Alípio decidiu promover uma aplicação realista dos ensinamentos sobre a técnica de atentados.”

“Em entrevista concedida a Sérgio Buarque de Gusmão e editada pelo Jornal da República, logo depois da anistia de 1979, Jair Ferreira de Sá revelou a autoria do atentado do Aeroporto de Guararapes por militantes da AP. Entrevista posterior, ao semanário Em Tempo, referiu-se a Raimundinho como um dos participantes da ação. Certamente, trata-se de Raimundo Gonçalves Figueiredo, que se transferiu para a VAR-Palmares (onde usava o nome de guerra Chico) e morreu, a vinte sete de abril de 1971, num tiroteio com policiais do Recife.”

 
Fica, portanto, esclarecida a autoria do atentado ao Aeroporto de Guararapes:

Organização responsável: Ação Popular (AP);

Mentor intelectual: ex-padre Alípio de Freitas - que já atuava nas Ligas Camponesas -, membro da comissão militar e dirigente nacional da AP;
Executor: Raimundo Gonçalves Figueiredo, militante da AP.

A verdade sufocada - 2ª edição - 20-08-2006

Abaixo um ligeiro resumo do que era a AP.
Ação Popular
"Um grupo de esquerda na Igreja Católica, composto entre outros, por DomHélder Câmara, Dom Antônio Fragoso, os padres Francisco Lago, Alípio de Freitas e pelos jovens da esquerda católica - Juventude Operária Católica (JOC), Juventude Universitária Católica (JUC) e Juventude Estudantil Católica (JEC) - divergia na forma de ação. Os integrantes mais radicais desses grupos de jovens, impedidos de exercer atividades políticas no seu meio, se agruparam e se estruturaram dentro de novas concepções. Despertados pelo ideal da “Revolução Brasileira”, organizaram um novo grupo, que contava, em sua grande maioria, com universitários, intelectuais e artistas.

Em janeiro de 1962, em São Paulo, criou-se o Grupo de Ação Popular.

Em junho desse mesmo ano, em Belo Horizonte, foi aprovado um documento que alterou o nome da organização para Ação Popular, sendo eleita uma coordenação nacional.

Desde o início, a AP teve também um ramo da linha protestante. Um dos seus líderes foi Paulo Stuart Wright, considerado desaparecido político.

Sempre caminhando para a esquerda, orientando-se pela linha chinesa e cada  vez mais se aproximando do PCdoB, tornou-se dia a dia mais radical.

Em fevereiro de 1963 foi realizado o I Congresso da AP, considerado oficialmente como o seu Congresso de Fundação.

Seus principais fundadores, na maioria líderes estudantis, foram: Herbert José de Souza (Betinho); Aldo Arantes; Luís Alberto Gomes de Souza; Haroldo Borges Rodrigues Lima; Cosme Alves Neto; Duarte Pereira; Péricles Santos de Souza; Vinicius Caldeira Brant; Jair de Sá; e José Serra.

Antes de 1964 já circulava o jornal Ação Popular, porta-voz das idéias revolucionárias do movimento.

Todos teriam papel de destaque nos atos de subversão e violência no período pós Contra-Revolução de 1964.”


A Verdade Sufocada - 2ª edição - 20-08-2006.


Por essas histórias que a esquerda não quer que o Brasil conheça, nós que lutamos contra esses "estudantes armados de estilingue", "vítimas inocentes da truculência", gostaríamos que os arquivos fossem abertos e que o Orvil viesse a público em sua totalidade e não apenas em pequenos trechos, selecionados e editados por aqueles que teimam em reescrever a história, sempre  denegrindo as Forças Armadas e omitindo os crimes das organizações terroristas que atuavam na época da luta armada.

Comentários  

0 #4 Valdeke Silva 28-01-2015 19:26
Este livro com certeza fará parte da minha biblioteca. Quero que meus filhos e netos saibam desta imfâmia histórica que está sendo lançada sobre nossas Forças Armadas.
0 #3 joseita 23-10-2013 18:45
Prezado Sr Mariano Correia
O livro pode ser adquirido por intermádio do Tenente Conegundes,em Brasília
Telefones
61 - 8296 2408
61 - 3201 0987
0 #2 Mariano Correia Pare 23-10-2013 09:25
GOATARIA DE SABER ONDE E COMO ADQUIRIR ESTE LIVRO. OBRIGADO!
0 #1 Mariano Correia Pare 23-10-2013 09:25
GOSTARIA DE SABER ONDE E COMO ADQUIRIR ESTE LIVRO. OBRIGADO!

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