Colômbia 
Santos chama explosão de carro-bomba em frente a rádio em Bogotá de 'ato terrorista'
O Globo
BOGOTÁ - O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, classificou como um "covarde ato terrorista" a explosão de um carro-bomba, nesta quinta-feira, em frente à sede da Rádio Caracol, em Bogotá. Em visita ao local do ataque, o presidente, empossado no último sábado, prometeu seguir combatendo o terrorismo. Pelo menos nove pessoas ficaram feridas, e três foram hospitalizadas. A prefeitura convocou uma reunião de emergência para discutir o caso.
- É um covarde ato terrorista. A única coisa que querem é gerar medo e não vão conseguir - disse o presidente colombiano, no local do ataque, pedindo que a população continue a levar a vida normalmente. - Vamos seguir combatendo o terrorismo com tudo que temos a nosso alcance. (...)
Ação pode ser recado das Farc ao novo presidente 
Por Esther Rebollo *
O Estado de S. Paulo
 
"O violento atentado de ontem pode ter sido executado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), com apoio do crime organizado", disse Jairo Libreros, especialista em segurança nacional da Universidade Externado da Colômbia. "Foi um atentado muito limpo do ponto de vista operacional, foi muito preciso. Isso demonstra uma conhecimento forte da cidade." Para ele, as Farc haviam perdido essa capacidade de ação urbana nos últimos anos, o que explicaria o apoio recebido de grupos criminosos como as "oficinas de cobrança" - bandos colombianos dedicados a extorquir dinheiro de suas vítimas. O tipo de explosivo é o mesmo usado na onda de atentados das Farc, em 2003, meses depois da chegada do então presidente Álvaro Uribe ao poder.
"É uma mensagem importante ao novo governo", disse Libreros. Segundo ele, a escolha de uma rádio de prestígio como alvo "afetou a estabilidade e a integração dos meios de comunicação". "Com isso, as Farc buscariam ampliar o efeito do ataque para além do governo, afetando a sociedade e mostrando capacidade não para tomar o poder, mas para ser consideradas um grupo com capacidade de afetar o Estado."
* Jornalista da "EFE"
 

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