Duas carasTERNUMA Regional Brasília
Por Gen Bda R1 Paulo Chagas 

Revolta-me profundamente escutar a expressão “luta pela redemocratização”, por tudo que ela encerra de falsidade e hipocrisia. Temos visto e ouvido seguidamente a pretensa valorização de carreiras e currículos pela alusão à “resistência” aos chamados “Anos de Chumbo da Ditadura Militar” , como se a oposição, com emprego até da luta armada, com técnicas de terrorismo indiscriminado, processada por uma minoria inconseqüente e mal intencionada, a um regime em que havia pleno emprego, segurança e desenvolvimento, em que éramos a 8ª economia do mundo, com índices nunca vistos de crescimento econômico, pudesse ser atitude reveladora de virtudes outras que não a falta absoluta de lógica e de razão, para não mencionar a falta de espírito patriótico, neste caso travestido por propósitos ideológicos que provaram ser falsos e nocivos ao verdadeiro processo democrático e à índole dos brasileiros.

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Esquecem–se os que assim procedem que a mesma mão enérgica, que não transigira na defesa dos valores maiores da nacionalidade, mais tarde os anistiou, acolheu e recolocou na vida pública e cidadã.

Desprezam, com arrogância, o espírito magnânimo daqueles que, com sacrifício, humildade e grandeza, trouxeram o país de volta à normalidade democrática e os vencidos ao conforto e à segurança com que à época se vivia nesta terra, na esperança de que contribuíssem, agora ombro-a-ombro, na construção de um Brasil cada vez melhor para todos.

Desde então, ao contrario do que se esperava, essas pessoas vêm tentando, sistemática e obstinadamente, recontar a história, denegrir a imagem e diminuir a importância da obra que lhes permite hoje a ousadia de vangloriarem-se de suas irresponsabilidades.

Há mais de vinte anos estamos sendo implacavelmente submetidos à arenga dos vencidos e inconformados, fato que, a julgar pelo mesmo princípio, valoriza ainda mais o currículo dos militares daquele e deste tempo que, apesar de tudo, continuam sendo os vencedores e, mais do que isso, estão em pé, com a cabeça erguida e a mão amiga estendida para o abraço da paz!

Muito mais têm os militares para demonstrar orgulho! Nada dobra-lhes os joelhos, nada os tem dispensado da solução dos problemas nacionais e do povo que tão bem representam e que os reconhece como instituição confiável entre tantas que se arvoram de representativas e servidoras da Nação.

Nada os afasta do dever e do compromisso com a Pátria, nada os impedirá de cumprir suas missões e de assegurar aos irmãos brasileiros, em cujo nome empunham as armas da justiça e da soberania, a consecução de seus objetivos e anseios como povo amante da paz e da liberdade!

Estas sim são atitudes que valorizam, qualificam e dão excelência a carreiras de sacrifício pela Pátria!

A participação efetiva e determinada na vitória sobre as ilusões comunistas e na luta armada; a contribuição para que o crescimento econômico e o bem estar social ocorressem em clima de ordem e absoluta segurança; o perfeito entendimento do significado e da importância da abertura democrática e do caráter generoso e coletivo da anistia para a cicatrização das feridas e do retorno à normalidade fraterna da vida nacional; e, principalmente, a contribuição consistente, entusiasmada, decidida, despretensiosa, corajosa e criativa para manter as Forças Armadas de pé, e prontas para servir à Nação, apesar de todas as dificuldades conjunturais, das injustiças, da falta de humildade e grandeza e do revanchismo de alguns! Estas sim são virtudes e feitos que valorizam a carreira e o currículo de um Brasileiro e não as descaradas mentiras de falsos profetas da “ditadura do proletariado”, oportunistas travestidos de democratas!

 

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