Cmd do Exército

 
 General Enzo,
Cmd do Exército

TERNUMA Regional Brasília

Pelo Gen Div Ref  Agnaldo Del Nero Augusto

Sempre consideramos que não só era possível, como imprescindível, fosse qual fosse o Presidente da República, apresentar com altivez e firmeza as necessidades da Força. Apresentar honestamente as insatisfações nela reinantes com a falta de recursos para os programas de reequipamento e reestruturação dos vencimentos. Apresentar franca e oportunamente os problemas e opiniões, para quem não sabe, constitui lealdade, um dos mais importantes e cultivados princípios militares. Nem falamos em Ministro da Defesa, porque lá, só tem sido colocadas pessoas que não entendem nada “ do riscado”, o que já é, no mínimo, uma  proposital  desconsideração.

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Há trinta anos não conseguimos repor nossos equipamentos que, em dez anos, se tornam obsoletos nessa área, onde a modernização é uma necessidade constante. Sem ela não se faz nem mesmo a dissuasão, que só é eficaz se quem pretende exercê-la tem condições de cumprir o que sugere.

É verdade que o Exército e, creio que as demais forças singulares, têm feito um esforço incomum para manter o indiscutível alto nível de seus estabelecimentos de ensino.  As escolas têm recebido prioridade, mesmo com o sacrifício de outras atividades. O ensino tem sido apenas menos prejudicado que outras atividades. Mas um Exército não pode sobreviver de teorias, mesmo atualizadas, de estudos de Estado- Maior, de exercícios na carta. Um Exército necessita de instrução, necessita de prática no terreno, que exige material adequado e recursos financeiros.

 Enfim, o homem tem sido o esteio da Força, por isso mesmo é preciso olhar, com muito carinho, para os que ingressam  nas escolas de formação. É preciso atrair para lá os melhores. E nunca  se conseguiu isto, nem se pretende fazê-lo, com a promessa de uma vida faustuosa,  o enriquecimento. O aceno é apenas para uma vida honrada, dedicada à pátria e com dignidade. Embora isso possa até espantar alguns, existe muita gente que se satisfaz. Existe muita gente ainda com vocação, com pendor para a carreira das armas. Como nós que aqui estamos, muitos dos quais poderiam ter tido sucesso em qualquer profissão, mas temos orgulho da profissão que abraçamos.

Hoje o leque de opções para o jovem é muito amplo, como vasto é o seu campo de informações. A vida digna, não só para si, mas para sua futura família, sem dúvida, pesa nas suas ponderações. Quando se sabe que um major, com quase vinte anos de carreira, com curso de especialização e de aperfeiçoamento, ganha menos que um agente de polícia, em início de carreira, ou, de um motorista do Congresso, é difícil descobrir sua decisão?  No entanto, hoje, temos Comandante.

A ponderada colocação desses problemas pelo Gen EX Enzo Martins Peri no discurso de posse, no dia do Exército e em entrevista ao “O Estado de São Paulo”, no último dia 30 de abril, mostrou que hoje temos comandante. O que nos dá a esperança de ter esses problemas, pelo menos, atenuados. O Presidente da República externou publicamente o seu empenho no reequipamento das Forças Armadas. Publicamente precisa ser cobrado. Não temos adequados instrumentos de pressão. Não somos controladores de vôo, não fazemos greve. Aliás, o único instrumento de pressão que temos não é a paralisação, pelo contrário, é o movimento.

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