Até quando essa torneira estará
aberta para os "cumpanheiros" ?
 Anistia: ministro autoriza indenização a Norma Bengell, Betinho e Zé Celso
Evandro Éboli 
O Globo 
Perseguidos pela ditadura, eles ganharam a condição oficial de anistiados políticos
O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, assinou ontem uma centena de portarias concedendo indenizações a ex-perseguidos pela ditadura militar, que ganharam oficialmente a condição de anistiados políticos. Entre os processos aprovados pela Comissão de Anistia, e ratificados oficialmente ontem pelo ministro, estão o da atriz e diretora Norma Bengell; o do diretor e ator teatral José Celso Martinez Corrêa e a anistia post-mortem ao sociólogo Herbert José de Souza, o Betinho.
Em todos os três casos, os beneficiados receberão prestação mensal e também um montante retroativo. Zé Celso receberá, a partir de agora, um pagamento mensal de R$5 mil, além de um retroativo acumulado de R$569 mil.
Maria Nakano, viúva de Betinho, receberá mensalmente R$2,2 mil e retroativos de 652,2 mil. Norma Bengell tem direito a mensalidades de R$2,7 mil e a um retroativo de R$254,5 mil. As portarias foram publicadas ontem no Diário Oficial da União.
Dramaturgo foi preso
por agentes do Dops
A anistia de Zé Celso foi aprovada pela comissão durante um ato em São Paulo, em abril. Após a sessão oficial de julgamento, foi apresentado o espetáculo "O Banquete", baseado no diálogo escrito por Platão. O ator e dramaturgo foi preso por agentes do Dops em maio de 1974, encapuzado, e ficou um mês preso. Depois, seguiu para um exílio de cinco anos em Portugal.
Norma Bengell, que se exilou na França, também teve seu processo de indenização aprovado em abril. O processo de Betinho foi aprovado em agosto deste ano.
Na semana passada, a comissão ratificou a condição de anistiado do ex-governador Vitor Buaiz, do Espírito Santo. Ele teve direito a uma indenização de R$100 mil. Esse é o valor máximo pago em uma única vez. Buaiz foi um dos fundadores do PT e depois trocou o partido pelo PV. Na ditadura, ficou preso durante quase dois meses. Seu caso foi aprovado quando a caravana da Comissão de Anistia passou por Vitória, em setembro deste ano.
Para tentar acabar com o estoque de pedidos de anistia e de indenizações dos requerentes, a Comissão de Anistia se reuniu- nos últimos três dias para apreciar os casos. Ao mesmo tempo, o ministro da Justiça está publicando portarias de casos já aprovados pela comissão. Só após a publicação da portaria assinada pelo ministro a indenização é oficialmente reconhecida e pode começar a ser paga. Em alguns casos, Luiz Paulo Barreto tem indeferido os pedidos.
A comissão volta a examinar hoje processos com pedidos de anistia política e reparação financeira. Entre os casos em pauta estão o de Rita Maria de Miranda Sipahi, ex-companheira de cela da presidenta eleita Dilma Rousseff (PT), no presídio Tiradentes, em São Paulo. Dilma ficou detida durante três anos. Rita é também integrante da Comissão de Anistia.
Os processos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja anistia está para ser revisada pela comissão, e da presidente eleita, Dilma Rousseff, não serão apreciados neste ano. A comissão já apreciou cerca de 60 mil pedidos e reconheceu como anistiados pouco mais de 9 mil ex-perseguidos. Este ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu fazer uma revisão em alguns casos e cujos valores de indenização são muito altos. A comissão não concordou com a decisão e recorrer ao TCU. A Advocacia Geral da União enviou ao tribunal um pedido de reconsideração da decisão. 
 
Comentário do site  www.averdadesufocada.com 
 Enquanto a Comissão de Anistia esquece a família do agente da Policia Federal Hélio Carvalho de Araújo , que há exatamente 40 anos passados, foi assassinado covardemente por Carlos Lamarca, quando fazia a segurança do embaixador da Suiça, que acabou sendo sequestrado pelo bando de Lamarca,   e os outros 119 mortos pelos terroristas, além dos que ficaram vivos mas sofreram sequelas, estes sim , os verdadeiros perseguidos políticos até hoje, o ministro da Justiça assinou ontem uma centena de portarias concendendo indenizações a "ex-perseguidos" pela ditadura militar , que ganharam oficialmente a condição de anistiados políticos. Entre os beneficiados estão Norma Benguel, o diretor de teatro José Celso Martinez Correa  e a viúva de Betinho ..
E, assim como esses, milhares deles, que fugiram do Brasil , indo para países como Cuba, Chile, Argélia e outros para Europa, recebem pensões indenizações milionárias. Muitos, valendo-se da condição de "inocentes perseguidos" , ocupam cargos de destaque no governo , nas faculdades e na mídia.
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