Continue indo. Você conhece o
  caminho ...

Os piores petistas são aqueles que nem sabem enganar
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Editado por Andréa Haddad em 28/01/2011 …
“Se você está atravessando o inferno… continue indo.” (Sir Winston Churchill)
(Giulio Sanmartini)
Dilma Rousseff sabia exatamente a pedreira que a estava esperando, era “ministro da casa”, portanto não desconhecia as bravatas que Lula vinha contado nos oito anos que ocupou o Palácio do Planalto.

 

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Tinha todas as informações sobre a realidade, sabia que Lula e sua gentalha haviam comido as sete vacas gordas que recebera de herança, raspara os cofres para engordar as magras e continuar comendo a tripa no segundo mandato. Portanto, está entregando o país sem dinheiro e com dívidas.Logo no começo da travessia desse inferno, muito mais por falta de inteligência que por falta de experiência, Dilma está dando uma perigosa parada ao adotar o sistema de Lula, o de um otimismo mórbido.
Foi um erro dos grandes desautorizar sua ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que na quarta (26) afirmou que o contingenciamento previsto para o início do governo poderá atingir investimentos da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2). (Por favor ministra, quanto é um “pouquinho”? P&P 27/1).
Em sua terceira manifestação pública em 27 dias de governo, Dilma não deixou dúvidas que está contaminada pela doença crônica de seu antecessor, aumentou falsamente os números bons, escondeu os ruins e soltou o verbo com uma série de patacoadas: “Nós não vamos, nós não vamos –vou repetir três vezes— nós não vamos contingenciar o PAC” e “É óbvio que hoje nós temos um volume de obras que nunca tivemos antes. O Brasil mudou…”. “…Nós agora investimos. O investimento no tempo se espalha. Você começa uma coisa, vai continuando, começa outra e vai continuando. E cria-se um ciclo virtuoso”. “Nós vamos manter o controle da inflação… Nós não negociaremos com a inflação e nós vamos manter a economia crescendo sistematicamente”. “Um país rico, só é de fato rico, e podemos ser, se formos capazes de reduzir desigualdades regionais e sociais. Vamos em busca disso. É o que eu espero e pelo que eu vou lutar”. Só ficou faltando a presidente dizer que construiria um milhão de casas populares.
Mas ela nada disse sobre as críticas que governo brasileiro vem sofrendo de analistas por manter uma política fiscal muito relaxada e, diante do excesso de gastos, ser obrigado a recorrer a uma política monetária mais rígida para manter a inflação sob controle, aumentando a taxa básica de juros.
Na semana passada, diante da forte pressão inflacionária, o Banco Central elevou a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, de 10,75% para 11,25%, interrompendo um período de seis meses de estabilidade.
Para agravar as expectativas o FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou nesta quinta (27), em Washington, um relatório em que afirma que a deterioração nas contas fiscais do Brasil “é particularmente brusca” e vai impedir que se alcance a meta de superávit primário.
Dilma, quando fala é pouco convincente, falta-lhe fluência até para enganar (só engana por escrito, haja vista os dossiês).
(*) Textos de apoio: Josias de Souza e Fabio Vasconcellos

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