Sarney e Michel Temer
Marco Antônio Villa - 09/02/2011
A política brasileira é enfadonha. Os movimentos são repetitivos e previstos. Sarney anunciou quando da crise dos atos secretos que faria uma reformulação no Senado. Nada fez, como seria de se esperar (lembrando que foi salvo pela ajuda providencial de Lula). Mas tentou desviar a atenção do foco da crise. Agora fala em reforma política. Bobagem. É para inglês ver. Desvia a atenção do continuísmo e da defesa permanente dos interesses privados da famiglia Sarney.
No final do ano todo mundo falava que o PMDB iria segurar o autoritarismo do PT. Que a defesa das liberdades estaria no colo de Temer e companhia. Escreveram e falaram até a exaustão (na falta de assunto mais importante e sério no final do ano, tempo de Papai Noel, etc). O tema caiu no esquecimento com um mês de governo. E o PMDB virou símbolo de corrupção para os mesmos comentaristas que em dezembro diziam que o partido tinha uma história de defesa da democracia (como se o PMDB fosse o velho MDB).

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