Revolução Democrática de 31 de março de 1964 II
Capítulo V
ACADEMIA MILITAR DAS AGULHAS NEGRAS
ACADEMIA REAL MILITAR (1810)
DIVISÃO DE ENSINO – SEC ENS "A"
CADEIRA DE HISTÓRIA MILITAR 
10) A abertura política  
  

 Os estudos do  projeto   da Usina de Itaipu foram ini- 
 ciados em 1970. Em abril de 1973 , Brasil e Paraguai
 assinaram o  Tratado de Itaipu. Em 1974 começou  a
 construção da usina. Inauguração em maio de 1984. 

Com o saneamento e o fortalecimento das instituições aliados à neutraliza- ção da ameaça comunista o governo revolucionário deu início, na pessoa de seu presidente, Ernesto Geisel (1974-1979), ao processo de abertura política visando o retorno à plena normalidade democrática. 
c. O legado da Revolução de 64  
1) Político
  
-Preservação da Democracia;
-evolução das Instituições políticas

 
2) Econômico  
-Maior crescimento econômico da História do Brasil,com criação de infra-estrutura e instituições que até hoje sustentam o País.
 

   Em março de 1974, O pres. Emílio Garrastazu Médici
   inaugurou a ponte  que liga o Rio a Niterói - 7ª ponte
   maior do mundo.  A ponte  recebeu o nome de Presi-
   dente Costa e Silva , em homenagem ao presidente
   que, 6 anos antes, assinara o decreto que autorizara
   a sua construção.


3) Social  
-Inclusão de vastas camadas da população à sociedade, pelos programas sociais, integração nacional e obras de infra-estrutura;
-ampliação da classe média pela elevação de renda, educação e expansão do mercado de trabalho.
4) Geopolítico  
-Integração da Amazônia;
-articulação com países vizinhos;
-projeção Internacional de Poder através da diplomacia e comércio.  
5) Militar 
-Reformulação Doutrinária;
-nova Ordem de Batalha;
-Indústria Bélica;
-profissionalização;
-Reformas de Ensino e Instrução.
6) Tecnológico  
-Programa Nuclear;
-veículo lançador de satélite (VLS)
-Indústria aeronáutica.
6. CONCLUSÃO  
a- Significado da Rev 31 Mar 64  
-Foi um amplo movimento político de vários setores da sociedade brasileira como forma de reação ao processo de desestabilização das institu -ições democráticas e de implantação do regime comunista no Brasil;
-deu início a um ciclo de governos presididos por militares que fortaleceu as instituições políticas e promoveu o maior desenvolvimento social e econômico da História do Brasil, levando o país à condição de maior democracia do Hemisfério Sul e 8ª economia do planeta, em meio à fase mais crítica da Guerra Fria; -tem para as Forças Armadas um significado de renúncia e sacrifício, pela dolorosa depuração que se impuseram, pelo enfrentamento da luta armada perpetrada pela esquerda revolucionária e pela incompreensão de vários setores da sociedade intoxicados pela massificação ideológica praticada indistintamente no Brasil desde os anos 80;
-consolidou a estrutura política brasileira, encerrando um período de mais de setenta anos de golpes, rebeliões, revoltas e movimentos políticos armados;  
-historicamente, foi “a revolução para acabar com todas as revoluções....”   
b, Comparação de dados pré e pós-período revolucionário
b, Outros dados comparativos  
Aqueles que se levantaram em armas contra o regime instaurado através da Revolução de 31 Mar 64 pretendiam que o Brasil se tornasse um país comunista, passando, em conseqüência, a girar na órbita do comunismo soviético coordenado por Moscou, ou na órbita do comunismo chinês, comandado por Pequim.
Ambos os regimes foram instaurados, como já vimos, por sangrentas revoluções e passaram a exportar seus meios violentos e cruéis de se chegar ao poder , além das técnicas tirânicas para mantê-lo.
Para o comunista, os fins justificam os meios, bem como é natural a negação do patriotismo, a negação das noções de família, a negação da religião e de tantos outros valores que caracterizam a sociedade humana civilizada e democrática.
O comunista fala em democracia mas serve a um regime de partido único que esmaga as aspirações democráticas/liberalizantes da Hungria em 1956 e da Tchecoslováquia em 1968.
O comunista prega uma sociedade onde a classe que dita as normas é o proletariado, mas reprime com violência os operários da Alemanha Oriental , durante uma greve em 1953.
O comunista rejeita a ditadura do Gen Pinochet no Chile, mas aplaude a ditadura de Fidel Castro, há mais de quarenta anos no poder em Cuba.
O comunista luta pela liberdade de imprensa nos outros países,mas mantém uma censura férrea dentro de suas próprias fronteiras.
No Brasil, a luta armada teve seus momentos de crueldade e, como aconteceu em todos os países onde se defrontaram as facções democráticas e comunistas, excessos foram cometidos.
No caso dos excessos cometidos pelas facções de esquerda muito pouco é divulgado pela mídia, mas quando ocorre algum fato relacionado aos governos revolucionários em geral e às Forças Armadas, em particular, esses eventuais excessos, cometidos por parcela ínfima dessas Instituições, são normalmente superdimensionados e, no mais das vezes, verifica-se a distorção proposital dos fatos visando suscitar o repúdio na opinião pública.
Os governos revolucionários estavam comprometidos , basicamente,com o desenvolvimento sócio-econômico e com o fortalecimento gradual da democracia no país. Os eventuais excessos cometidos por integrantes dos órgãos de segurança do governo, durante a luta armada desencadeada pelas esquerdas no Brasil, tão logo chegaram ao conhecimento das autoridades competentes foram
apurados, e muitos deles, foram motivo de julgamentos em auditorias militares e outros tribunais de justiça no país.
A comparação de dados que é feita a seguir não visa eximir responsabilida- des ou minimizar erros cometidos,mas sim, evidenciar que os que sob o manto vermelho do comunismo repreendem a pretensa tirania e violência de outros regimes políticos, estão apenas tentando encobrir com frieza e hipocrisia o que está exaustivamente provado :
-que as vistosas bandeiras das esquerdas por todo o mundo refletem tão -somente o vermelho do sangue dos milhões de vítimas do comunismo internacio -nal.
Regime Militar no Brasil
-1964-1985 - 125 desaparecidos políticos ( de acordo com o livro "Brasil Nunca Mais" da Arquidiocese de São Paulo);  
Regime Militar na Argentina
-1976-1982 - 10 mil desaparecidos (Alamanaque Abril);
Regime Militar no Chile
-1973-1988 - 2279 mortos (Almanaque Abril);  
Comunismo na Coréia do Norte
-1958-1994 - governo de Kin Il Sung;
-1994 - Kin Jong Il, filho de Sung, assume o poder;
-mais de 28,6% do PIB em gastos com a defesa;
-Regime de Partido único;
1995-1997 - três milhões de mortos pela fome.  
CONCLUSÃO FINAL 
 -ABORDAR UM PERÍODO TÃO LONGO,CONTURBADO E AINDA RECENTE DE NOSSA HISTÓRIA , EM TÃO POUCO TEMPO, NOS DEIXA ESPAÇO APENAS PARA BREVES COMENTÁRIOS;
-A REVOLUÇÃO DE 1964 MERECE, AINDA, UMA ANÁLISE MAIS APROFUNDADA E ISENTA, O QUE SÓ O TEMPO PODERÁ PROPICIAR;
-
CABE AO FUTURO OFICIAL, APROFUNDAR SEUS ESTUDOS NO SENTIDO DE CONHECER, COM MAIS PROPRIEDADE ,OS EPISÓDIOS DA NOSSA HISTÓRIA, ONDE O EXÉRCITO TEVE PARTICIPAÇÃO DESTACADA. POSSUIDOR,ENTÃO, DO CONHECIMENTO DOS FATOS VENHA O OFICIAL A VENCER QUALQUER ARGUMENTO INFUNDADO QUE PROCURE DENEGRIR A PARTICIPAÇÃO DO EB, CONQUANTO INSTITUIÇÃO, EM QUALQUER ACONTECIMENTO DA VIDA NACIONAL.
 
BIBLIOGRAFIA
 
-Pedrosa, José Fernando de Maya
A grande barreira: os militares e a esquerda radical no Brasil, 1930-1968. – Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Ed.,1998.
-Revoluções no Brasil após a república. – Cadeira de história militar da AMAN, 1980.
-Silva, Francisco de Assis
História do Brasil: Colônia, Império e República. –São Paulo: Ed. Moderna,1983
-Geisel, Ernesto. 1908-1996. Brasil – Política e governo. Brasil – História . D’Araújo,Maria Celina. Castro, Celso Corrêa Pinto de. Editora Fundação Getúlio Vargas, 1997.
-O livro negro do comunismo: crimes, terror e repressão/ Stéphane Courtois...[et al .]; tradução Caio Meira. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil:
Biblioteca do Exército Ed., 2000.
-Mello, Leonel Itaussu Almeida
História moderna e contemporânea / Leonel Itaussu A. Mello, Luís César Amad Costa. – São Paulo ; Scipione,1999.
-Waack William
Camaradas: nos arquivos de Moscou : a história secreta da revolução brasileira de 1935/ William Waack. – Rio de Janeiro : Biblioteca do Exército Ed., 1998.
-Arquidiocese de São Paulo
Brasil nunca mais. – Petrópolis : Editora Vozes Limitada,1985.
-Editora Abril
Almanaque Abril : -São Paulo : Editora Abril,2000.
Editora Abril
Brasil 500 Anos –1930-1999- Vol 12
“Slides” de palestra proferida pelo Cel Art QEMA SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA, em 1999 , na AMAN. 
 
Observação do site www.averdadesufocada.com : os grifos são nossos. 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
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