Obras do PAC- Algumas estão com recomendação
do TCU para a paralização das obras

Painel
Renata Lo Prete
Folha de São Paulo -23/03/2011 
Em razão do tumulto em Jirau e de outros que começam a pipocar pelo país, as centrais sindicais articulam reunião, na próxima terça, com o procurador-geral do Ministério Público do Trabalho, Otávio Brito, e representantes das principais empresas que realizam obras do PAC. O objetivo é firmar um protocolo de direitos trabalhistas para empreendimentos incluídos no maior programa de infraestrutura do governo. 
Além da Camargo Corrêa, serão chamadas Queiroz Galvão, Odebrecht, OAS e EBX. Entre os itens da pauta dos sindicalistas estão o tratamento dispensado aos funcionários nos canteiros, a regulamentação de horas extras, o sistema de recrutamento e a criação de canais diretos de diálogo com os consórcios 
Operários param obra da refinaria Abreu e Lima 
Folha de São Paulo - 23/03/2011
Luiza Bandeira  
Cerca de 20 mil trabalhadores paralisaram ontem as atividades nas obras da refinaria Abreu e Lima, no complexo de Suape, em Ipojuca (50 km de Recife).
O sindicato patronal pediu na Justiça que a greve seja considerada ilegal.
A paralisação começou na quinta-feira, com cerca de 4.000 trabalhadores do consórcio Conest (formado por Odebrecht e OAS).
Operários de outros consórcios aderiram ao movimento e, ontem, a paralisação atingiu 100% dos trabalhadores da refinaria, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada.
A federação informou que trabalhadores de outras obras do complexo também "suspenderam temporariamente" as atividades, até que as empresas aceitem as reivindicações dos operários.
Os trabalhadores pedem pagamento de 100% de horas extras aos sábados e aumento do vale-alimentação de R$ 80 para R$ 160.
O Conest ofereceu 80% de hora extra e R$ 130 para alimentação.
Os operários do consórcio já haviam parado por seis dias em fevereiro. Na época, um operário foi baleado durante protestos e um alojamento foi destruído.
O movimento foi suspenso depois que o Ministério Público do Trabalho interveio e começou a mediar as negociações.
Houve acordo em 11 pontos, mas não houve consenso sobre vale alimentação e horas extras.
Em nota, o Conest lamentou a rejeição da proposta pelos trabalhadores e disse que as negociações agora serão feitas pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada -que afirma que a greve é ilegal.
A refinaria de Abreu e Lima recebeu investimentos de US$ 13,3 bilhões da Petrobras e deve entrar em operação em dezembro de 2012.
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