General Félix vencendo a timidez para impor a missão do GSI.
Do Observatório de Inteligência
Por Orion Alencastro, Washington D.

Viemos a Washington para comemorar o aniversário de turma dos diplomados do 'Industrial College of the Armed Forces' e atualizar conversas com velhos amigos que acompanham o cenário latino-americano.

Nada acontece por acaso. A mídia noticiou na semana passada que o Ministro Chefe de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, está despachando representantes da Agência Brasileira de Inteligência para atividades funcionais na Venezuela, Colômbia e Argentina. Os agentes são vinculados às representações diplomáticas brasileiras sediadas em Caracas, Bogotá e Buenos Aires, respectivamente, focos principais da inteligência/conjuntura do governo de Hugo Chávez, das Farc, do narcotráfico, do terrorismo e da Tríplice Fronteira.

Texto completo  


 Márcio Buzanelli, Diretor-geral
da Abin, profissional dos mais
competentes e reconhecido no
exterior, principalmente EUA.
Ainda ontem, o jornal O estado de São Paulo noticiou que a Abin afirma ser inteligência surda e pede a Lula licença para grampear, sugerindo que o general Felix está ficando esperto o suficiente para não perder o emprego com o aventado fechamento do GSI e a ABIN, absurdamente ameaçada de ser dirigida por diretor de banco internacional muito amigo e com representantes no Governo.

Paralelamente, o Ministro da Justiça Tarso Genro está de peito inflado dando apoio, a qualquer preço, às ações da Força Nacional de Segurança em operações no Rio de Janeiro, combinadas com as Polícias Federal, Rodoviária, e órgãos de segurança do Governo do Estado. O ministro distrai-se com o monitoramento do emprego violento do poder policial no front territorial que será a sede dos jogos Panamericanos.

O quadro institucional está de sobreaviso em função do caldeirão político da capital federal da corrupção: a queda do presidente do Senado da República poderá se converter em eventual crise política, se o desejo de vingança do parlamentar se consolidar.

Tríplice Fronteira, a oficialização do contrabando


O Presidente Luiz Inácio da Silva foi ao encontro do Mercosul com o bilhete no bolso, a MP que oficializa o contrabando na Tríplice Fronteira, criando o micro empresário sacoleiro para, ardilosamente, peneirar o contrabando de armas, munições e erva que alimentam o crime. Quem não gostou foi o presidente da FIESP, uma vez que os eletrônicos solaparão a indústria e o comércio nacionais.




 Recomendações de Hayden
estão sendo seguidas à risca
Aperto da Casa Branca

O fato é que a visita do General Michael Vincent Hayden, Chefe da Agência Central de Inteligência dos EUA,  fez os responsáveis tupiniquins ouvirem avaliações sobre os cenários em desdobramento e fazerem o Governo despertar da sua letargia. A lição de casa é não esperar a ocorrência de fatos assombradores para então remendá-los com improvisos para deter a opinião pública e proteger a imagem do Presidente da República.

As atitudes do general de pijama, do presidente e do ministro pigmeu refletem os resultados mais imediatos do aperto da CIA, no momento também preocupada com a segurança dos Jogos Panamericanos.

A delegação do Canadá contará com a cobertura do serviço secreto da Comunidade Britânica de Nações e os atletas americanos, como sempre, virão com os seus guardiões secretos.  Caso não haja segurança, os governos de Otawa e de Washington saberão o que fazer e o Pan será só para latino-americanos.



 
 Vila Panamericana, a prova de fogo.
Pan é risco de segurança e trabalho para o TCU

A prepotência e vaidade do Governo em sediar os Jogos Panamericanos, enfrentando desafios, a ameaça da conjuntura interna das organizações do crime no Rio e os encargos financeiros do empreendimento, converteu-se em uma verdadeira prova de eficiência do plano de inteligência e segurança do evento, para o qual a sociedade deseja muito sucesso.

Para a nossa cultura, se os brasileiros fizerem o melhor possível e lograrem as esperadas vitórias, tudo terá valido a pena, inclusive o investimento a ser auditado pelo Tribunal de Contas da União e outros órgãos, não descartando os previsíveis escândalos da dinheirama ocorridos recentemente. (OI/Brasil acima de tudo)
 
Visite o site Brasil acima de tudo

Adicionar comentário

Código de segurança
Atualizar