Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Brasília, DF, 15 de abril de 2011
Os “filisteus” não suportavam os “judeus”. Uma “gentalha”, acusavam.
Apesar de mais fortes e mais poderosos do que os seus vizinhos de hábitos simples, os “filisteus”, povo considerado à época, de claudicantes padrões morais, não se cansavam de maltratá – los, e queriam à força submetê–los, totalmente.
Por isso, com maciça propaganda (boataria...), alardeavam as qualidades e a onipotência de seus deuses e menosprezavam os hábitos (como a circuncisão...) e as suas crenças religiosas, dos "judeus", principalmente, o seu Deus.
Para isso, usavam de inúmeros artifícios, desde a promoção de diferenças raciais, financeiras, preferências sexuais etc, entre os “judeus”, como acusar os morenos de perseguirem os loiros, os ricos de explorarem os mais pobres, os com - rebanho de sacanear os sem, os sem - terra de acusar os com, os mais machos de achincalharem os menos, os da tribo A de serem melhores do que os da tribo B, etc.
Enfim, para os “filisteus” o que importava era enfraquecer para aniquilar os “pestilentos” desafetos.
Por serem mais fortes e ameaçadores oneravam o povo “judeu”, que com os pesados impostos, chafurdava na pobreza. Assim, a chacota e a desmoralização eram constantes.
No início, não era assim, mas pouco a pouco, de abuso em abuso, a “sociedade judaica” foi se subordinando, aceitando e, praticamente, era um povo escravo das maldades e atrocidades dos “filisteus”.
Até que, num belo dia da pugna anual, em que um guerreiro dos “filisteus” digladiar – se - ia com um representante “judeu”, estava para acontecer.
Era o dia da humilhação pública (o povaréu aglomerava-se nas colinas de Efes-Damim). O resultado há dezenas de anos era óbvio.
A surra seria tremenda. Demorava o tempo em que o representante “judeu” corria esbaforido fugindo das garras do herói “filisteu”. Depois, pego, o massacre impiedoso.
Naquele ano, tudo sinalizava o repeteco de sempre. De um lado Golias, o formidável, do outro; Davi, um tampinha.
O que falar de Golias? A não ser que era um gigante, um guerreiro imbatível. Do lado oposto, um esquálido cidadão.
Iniciada a peleia, Golias esbraveja, ameaça e ri. Seu adversário lhe causa frouxos de riso.
Do outro, a certa distancia, Davi e a sua funda. A diferença era tão grande e grotesca que nem o “judeu” mais otimista poderia imaginar o resultado.
Davi, sem temor, agacha–se, escolhe uma pedra no solo, coloca - a na sua funda e, agilmente, a rodopia em torno e acima de sua cabeça, até imprimir–lhe uma alucinante velocidade.
No momento certo, solta um dos lados da funda e a pedra desprende - se como um bólido letal.
A pedrada atingiu Golias na testa.
A certeira pancada arriou o gigante que dobrou os joelhos e caiu ao solo. Depois, Davi aproximou – se da besta inerme e cortou sua cabeça.
Vitória dos “judeus”, um delírio.
Os “filisteus”, assombrados reclamavam, principalmente, o mais radical deles, que sentenciou: “Eu não falei que era para proibir os "judeus" de terem armas, vocês viram o estrago que uma funda faz?”
Da breve estória, um lacônico ensinamento:
       Se você é “filisteu”, ou simpatizante, vote a favor do desarmamento; se “judeu” ou a favor, vote contra”.

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