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Categoria: MST
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 “É um país maravilhoso, no qual as prioridades do Estado são questões básicas, como saúde, educação, lazer e esporte.”
Josiano Macedo, brasileiro que se formou em medicina, em Cuba, e voltou deslumbrado de lá.
O MST, entidade que não tem personalidade jurídica junto ao sistema legal brasileiro, tem jovens militantes que estudam medicina em Cuba. De lá, diplomados, querem exercer suas atividades médicas no Brasil junto aos assentamentos do MST.
Como o MST não respeita a lei brasileira quando invade, depreda, queima propriedades e equipamentos agrícolas em suas atividades criminosas, agora se acha no direito de exigir a legalização dos diplomas de seus médicos no Conselho Federal de Medicina.

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Em agosto, chega ao Brasil – segundo o jornal O Estado de S. Paulo – a terceira turma de médicos do MST formados em Cuba. Já existem outros médicos diplomados na ilha do doutor Castro que estudaram na Elam (Escola Latino-americana de Medicina) e que não conseguem a legalização do diploma.

Do MST, a turma de agosto é a terceira que chega ao Brasil pretendendo clinicar entre a chamada população da reforma agrária (assentamentos e acampamentos). Outros 18 militantes esperam a legalização e a autorização para o exercício da profissão.

A questão toda se resume na exigência da lei brasileira que vale para todos os diplomados no exterior em qualquer área do conhecimento: é preciso revalidação do diploma num exame aplicado por universidades públicas, estaduais ou federais. (Já imaginaram se a Uergs realizasse exames de revalidação para o pessoal do MST?)

No Congresso Nacional tramita um projeto de lei que torna automático o reconhecimento dos diplomas expedidos pela Elam, conforme acordo firmado entre o Brasil e Cuba no governo Lula, é claro.

A preocupação do CFM (Conselho Federal de Medicina) é pelos jovens que estão se diplomando em Cuba e na Bolívia, dois países que não são modelos para formação acadêmica para ninguém. Em Cuba, por exemplo, conforme depoimentos de autoridades médicas, a medicina é primária e não há equipamentos sofisticados para o ensino dos alunos.

No Brasil, há mais de três anos que as faculdades de medicina não abrem processos de revalidação por uma razão muito simples: temos escolas médicas em excesso e o país não necessita de tantas faculdades de medicina. Logo, os que se formam no exterior só irão concorrer com os jovens diplomados por aqui. Só falta o MST invadir o MEC e o CFM para conseguir revalidar os diplomas de seus militantes.