Parou aqui, já foms eleitos.Vamos pra
  Venezuela, ajudar o "cumpanheiro"...
Ligação de Caracas
Correio Braziliense - 11/05/2011 
Mesmo com a ausência de Hugo Chávez, o ministro Antonio Patriota recebeu o colega venezuelano, Nicolás Maduro, para uma reunião de mais de uma hora, no Itamaraty, com uma única interrupção: o presidente Hugo Chávez telefonou para o chanceler brasileiro para uma breve conversa. A expectativa pela assinatura de acordos foi frustrada pelo cancelamento da viagem, na última hora. Em um programa de televisão, Chávez afirmou que machucou o joelho depois de uma corrida, mas que a lesão era antiga. Médicos avaliam se ele vai precisar de uma cirurgia.
Foi a terceira vez que um encontro marcado entre Chávez e Dilma ficou no papel. Em fevereiro, os dois se encontrariam na Cúpula América do Sul-Países Árabes, no Peru, mas o evento foi cancelado. No mês passado, uma data chegou a ser negociada, mas foi abandonada por causa da viagem da presidente brasileira à China. Agora, Chávez convidou a colega para a festa do bicentenário da independência, em julho, e além disso negocia uma possível visita a Brasília em junho.
No encontro, Patriota e Maduro conversaram sobre os acordos bilaterais em vigor, a situação em Honduras e a intervenção militar na Líbia, além das relações entre Colômbia e Venezuela. A questão da habitação é o grande foco da nova fase nas relações bilaterais sob o governo Dilma Rousseff. O projeto Minha Casa, Minha Vida vai ser implementado na Venezuela, com financiamento da Caixa Econômica Federal, no âmbito de um programa local para construir 2 milhões de casas nos próximos sete anos. “A moradia é o principal assunto na agenda bilateral. Temos de suprir um deficit e formar uma equipe para aumentar a cooperação na construção de casas”, afirmou Maduro. Patriota acrescentou que será feita “uma restauração fronteiriça”, para melhorar o comércio entre o norte do Brasil e o sul venezuelano.
No ano passado, as trocas entre os dois países somaram US$ 4,6 bilhões, com um saldo de US$ 3,8 bilhões favorável ao Brasil. Esse valor corresponde a 15% do superavit da balança comercial brasileira em 2010.
 

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