Melhor dizendo,clandestino...
O sigiloso e o clandestino 
Veja - 28/06/2011
Depois de muita vacilação, tudo indica que a versão final da Lei de Acesso à Informação disporá que os documentos brasileiros classificados como ultrassecretos estarão protegidos pelo sigilo por um máximo de dois períodos de 25 anos cada um. Guardar um segredo de estado por meio século é muito?

É pouco? Não existe resposta inteiramente satisfatória a essa pergunta. Mas o que se pode afirmar sem medo de errar e que essa e outras questões da mesma natureza foram tratadas em Brasília sem que governo nem políticos atentassem para o aspecto central do caso – a abismal diferença entre sigilo e clandestinidade.
A diferença é simples, mas profunda. Sigiloso é todo documento, decisão, gravação ou ata de reunião cujo conteúdo deve ser mantido sob segredo no melhor interesse de todos. Clandestino é tudo aquilo que o governo oculta, escamoteia, disfarça em prejuízo de todos – ou seja, contra os interesses da coisa pública, a res publica, raiz latina autoexplicativa do que chamamos República. Nesse segundo caso, alinha-se toda sorte de estripulia feita a portas fechadas nos gabinetes federais que, ao contrário do que nos querem fazer crer, seria do interesse geral se viesse à luz.
Enquanto não ficar claro o que é sigiloso e o que e simplesmente clandestino nas ações de governo, o distinto público vai continuar sendo iludido. Em países onde essa questão foi discutida há muito mais tempo e com muito maior clareza, como é o caso dos Estados Unidos, não existe dúvida sobre o que o governo deve manter em segredo e o que não pode varrer para debaixo do tapete. Planos militares para uma guerra atômica total contra um potencial inimigo são, obviamente, sigilosos, mas se salvam da clandestinidade por ser compartilhados com comissões do Congresso americano.
No Brasil, o palco onde tais questões são discutidas está cercado de espelhos e coberto de fumaça e gelo-seco, de tal maneira que o sigiloso e o clandestino se confundem. Um exemplo é a defesa oficial de que, para impedir a canalização por parte das construtoras, sejam mantidos em segredo os preços de obras públicas em conexão com a Copa e a Olimpíada. Republicano seria estender o método sigiloso, se ele for mesmo útil, a todas as obras públicas, informando os dados financeiros a órgãos de fiscalização e a comissões da sociedade civil especialmente organizadas para esse fim. Viva o sigilo. Abaixo a clandestinidade.

 

Observação do site www.averdadesufocada.com ;

Membros do governo, muitos deles pertencentes à organizações subversivo-terroristas, lutam para "vender" a Comissão da Verdade como sendo a solução para levar ao público a história da luta armada no país.
Desejam uma "verdade" que lhes favoreça. Para isso pretendem que s
omente sejam ouvidos os agentes que lutaram contra a tentativa de implantação de uma ditatura do proletariado no Brasil... Como se somente a reação dos agentes da lei para impedir o caos e a violência que as organizações subversivo-terroristas impunham à população interessasse aos brasileiros.
. Os subversivos, que desde muito antes da contrarrevolução de 1964, organizavam e se  preparavam para a tomada do poder, serão poupados.Não serão ouvidos. Seus nomes, sua motivação, seus assaltos,  assassinatos,  atentados a bomba, os "justiçamentos" jamais serão  expostos ao público.
Seus processos continuarão guardados a sete chaves. 
Eles continuarão  como vìtimas, como heróis.
 Sigilo é uma coisa, Isto é CLANDESTINNIDADE e REVANCHISMO!

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