Por Themístocles de Castro e Silva
Muita gente, especialmente os jovens, já ouviu ou leu a expressão "anos de chumbo", com a qual as esquerdas procuram identificar  o governo dos generais, particularmente o do general Médici, que se viu no dever de desbaratar a guerrilha e o terrorismo. Ao general Médici, ao   contrário, o Brasil dever o maior programa de distribuição de renda da América Latina, dentro de um fase de desenvolvimento econômico que ficou conhecida como o "milagre brasileiro". Mas por que "anos de chumbo", se foi um presidente profundamente humano, voltado extraordinariamente para o social ?
Os trabalhadores rurais    (hoje 40 milhões)  e o empregado domestico têm amparo da Previdência Social graças a seu governo. Mas vamos aos "anos de chumbo".  
 
Estão lembrados do seqüestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Burke Elbrick ? Para libertá-lo, os seqüestradores exigiram, primeiro, a leitura de um manifesto, em todas as emissoras de rádio e televisão, e, depois, um avião para deixar quinze comunistas no exterior (Argélia, Chile e México). Para salvar o embaixador, o governo concordou com as exigências dos marginais. Tudo bem. Eu pediria a atenção dos leitores para a redação do Manifesto dos Terroristas. Seu redator foi o jornalista Franklin Martins, aquele que comenta política no jornal da Globo, que, por ironia do destino, é filho de Mário Martins, jornalista, deputado e senador pela UDN de Carlos Lacerda, e era excelente cidadão,   muito bem relacionado com seus colegas do Comitê de Imprensa da Câmara, entre os quais me incluía. Mais uma vez, peço a atenção para a redação do manifesto.
 
Aliás, para justificar os "anos de chumbo", basta o primeiro período que é o seguinte:
 
"Ao povo brasileiro. grupos revolucionários detiveram, hoje, o Sr Burke Elbrik, embaixador dos Estados Unidos, levando-o para algum ponto do país, onde o mantêm preso. Este ato não é um episódio isolado. Ele se soma aos inúmeros atos revolucionários já levados   a efeito: assalto a banco, onde se arrecadam fundos para a revolução, tomando de volta o que os banqueiros tomam do povo e de seus empregados; tomando quartéis e delegacias, onde se conseguem armas e munições para a luta para a derrubada da ditadura; invasão de presídios, quando se libertam revolucionários para devolvê-los á luta do povo; as explosões de prédios que simbolizam a opressão; e o justiçamento de carrascos e torturadores. Na verdade, o rapto do embaixador é apenas um ato de guerra revolucionária   que avança cada dia e que este ano ainda iniciará  sua etapa de guerrilha rural".
 
Que tal? Qual o governo, que, sem chumbo, enfrentaria tal situação ? Observem que eles próprios, os criminosos, sem ninguém lhes pedir, confessaram os assaltos a bancos, quartéis, delegacias, explosões de prédio e "justiçamento". Já sabem, assim, porque nasceram os "anos de chumbo".
 
Qual o governo responsável, diante de tais crimes e tais promessas, todas já postas em prática, não se disporia a agir com mão de ferro? A situação   permitia panos mornos? Não, evidentemente. Eram criminosos  travestidos de políticos.  Estão ai, portanto, as fortes razões dos "anos de chumbo" que garantiram a paz da família brasileira, dando ao presidente condições de   trabalhar e realizar uma obra pela qual recebeu aplausos num Maracanã lotado. Dos cinco militares da presidência, o general Médici foi o mais sensível   aos problemas sociais.  Só pela ampliação do FUNRURAL (criado pelo general Costa e Silva), seu nome jamais será esquecido  dos brasileiros"..
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