Produzido pelo Ternuma Regional Brasília

Por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado 

   Preparava-me eu para escrever algo sobre esposas de altos dignitários, em campanha política para substituir seus maridos na presidência de alguns países. No entanto, o noticiário da Rede Globo desviou-me da intenção original, por eu ter visto mais uma papagaiada do nosso venerável Luiz Ignácio Lula da Silva.

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            Eu pretendia, em um exercício de imaginação, relacionar a primeira dama do Brasil, Dª Marisa Letícia, às senhoras Hillary Clinton e Cristina Kirchner, que têm grandes possibilidades de suceder os primeiros mandatários dos Estados Unidos e da Argentina, respectivamente. Isso pelo voto popular e sem nenhuma agressão às cartas magnas dessas nações. Minha intenção era, tão-somente, fazer um alerta para uma hipótese, mesmo que no momento remota e não aventada por ninguém - que eu saiba - para uma idéia diabólica que poderia levar Lula a manter-se no poder, ainda que por mais dois mandatos. Simples: o apedeuta, apoiado em sua renitente popularidade, elegeria a sua mulher e ficaria nas sombras, desgovernando o país como vem fazendo. Isso sem operar o golpe baixo de Hugo Chávez na Venezuela, que mudou a constituição para eternizar-se como consentido ditador. Aliás, o presidente do PT já se declarou favorável a uma nova constituinte para, com absoluta certeza, propiciar a continuidade de Lula e do seu partido, a fim de que, pari passu, o Brasil marche junto com o socialismo bolivariano de Chávez.

            Nada tenho contra Dª Marisa e sua idoneidade moral. Ela se comporta com dignidade, embora com o mesmo mutismo de seu marido ante as incontáveis denúncias de corrupção nesse governo e malgrado não exerça o tradicional trabalho filantrópico e assistencial inerente às primeiras damas.

            A propósito, Dª Marisa demonstra uma serenidade e um estoicismo exemplares, ante as incontáveis gafes cometidas por seu marido. Hoje mesmo, despertou-me a atenção os cuidados dessa senhora em amparar o presidente, pelo braço, da descida das escadas do Air Lula, na chegada à Jamaica. Será que o famoso terçol o impedia de caminhar com segurança, ou terá sido isso conseqüência de algum excesso etílico do primeiro varão do Brasil? Não sei. Talvez seja segredo de Estado ou coisa de casal...

            Como disse acima, a Globo desviou-me do que pretendia escrever. Em primeiro lugar, o “Jornal Nacional” retumbou para todos os ouvidos televisivos a “pérola” de Lula, que insiste em dizer asneiras. Não é que o principal mandatário do Brasil, ao participar da inauguração de uma usina de processamento de etanol, na Jamaica, disse que o mundo ainda vai descobrir o grande produto industrializado da cana-de-açúcar, a cachaça, que, segundo ele, irá desbancar o uísque no mundo? Profético ou não, fica patente o apego presidencial nessa matéria. Na continuação da verborragia canavial, tentou demonstrar que aquele evento “histórico” justifica a necessidade de suas constantes viagens. Certamente, a Jamaica, com o seu soberbo peso político no cenário internacional, assegurará um assento permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU...

            Esse périplo de Lula pelo México e Caribe já lhe incorporou tristes e impagáveis papagaíces ao seu imenso repertório. Não custa lembrar a passagem em revista à tropa mexicana em sua homenagem, ocasião em que ele, simplesmente, ignorou a Bandeira do Brasil desfraldada pela guarda de honra. Lula, ao perceber que o presidente mexicano parou para saudá-la, retrocedeu para, canhestramente e de passo errado, proceder à saudação ao maior símbolo brasileiro. Isso a Globo também mostrou, a despeito da equipe dessa emissora integrar a comitiva de Lula e voar com ele no avião presidencial. É assim na Democracia, que preserva a liberdade da imprensa, se bem que a emissora presta-se ao papel de “diário oficial” desse governo e não obstante o locutor do “Jornal Nacional” declarar, solenemente, que as despesas decorrentes do transporte de sua equipe no Air Lula foram depositadas na conta do “Fome Zero”.

            Haja fome e cara-de-pau...

            Na madrugada desses fatos ocorridos na Jamaica, em seu desgastado programa, o gordo Jô Soares procurou ridicularizar a crescente campanha contra a corrupção que grassa no Brasil no desgoverno Lula. O balofo, referindo-se ao “Chega” e “Fora Lula”, indignado e com forçados trejeitos efeminados, manifestou que considera antidemocráticas as vaias e demonstrações de repúdio a esse estado de coisas que repugnam a todos nós. Não me lembro de ter assistido, mesmo que sonolento, a alguma crítica desse senhor a manifestações democráticas como “Fora Sarney”, “Fora FHC” e outras mais. Será opinião dele ou de seus patrões?

            Como vêem, Lula e seus porta-vozes prescindem de oposição. Eles próprios se complicam.

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