Opinião - O Globo 26/08/2011
Há 50 anos
Sem paixões ideológicas, reexaminar a crise política deflagrada pela renúncia de Jânio leva a uma certeza: sem respeito à Constituição não há futuro.
A alternativa do parlamentarismo foi hábil, para evitar o atropelamento da Carta pelos militares.
Três anos depois foi impossível evitar a ruptura institucional, com o próprio Jango investindo contra a Constituição. Ambos os lados rasgaram-na, afinal.
Portanto, com todas as suas deficiências, a Constituição de 1988 precisa ser defendida sempre. Sem que se busque qualquer atalho, como "miniconstituintes exclusivas", para alterá-la de forma oportunista.
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