Esse levou grana que não acaba mais!
"Comissão de Anistia faz corte em indenizações
Revisão reduz altos valores de 129 benefícios pagos desde década de 1990, com economia de R$1,9 milhão por mês
Evandro Éboli - O Globo - 21/10/2011
BRASÍLIA. A Comissão de Anistia fez revisão de 129 casos de indenizações milionárias, pagas desde a década de 1990, reduzindo os valores das prestações mensais de 71 aposentadorias e 58 pensões. Na relação, há seis antigos pilotos da Varig que, atualmente, recebem R$33,2 mil mensais de benefício.
Na revisão, o valor, nesses casos, foi reduzido para R$3,2 mil por mês. A comissão reduziu ainda as mensalidades de outros nove aeronautas da Varig, que recebem entre R$14 mil e R$26,7 mil. Valores que também foram reduzidos para R$3,2 mil mensais."
Com a redução, o montante pago mensalmente a esses anistiados e familiares cai de R$2,2 milhões para R$297 mil. Uma economia de R$1,9 milhão. A decisão da comissão foi unânime, e os atingidos pelo corte podem recorrer.
Demissões ocorreram entre 1964 e 1988
Os beneficiários atingidos pela revisão da Comissão de Anistia pertencem a várias categorias: portuários, estivadores, trabalhadores do mar, engenheiros de siderurgia, jornalistas, bancários, dirigentes sindicais, operadores de produção (Petrobras) e pilotos de aeronave (aeronautas). Todos foram demitidos entre 1964 e 1988. Boa parte desse grupo é formada por ex-líderes sindicais. Não se trata de perseguidos políticos de esquerda, que atuaram em organizações de resistência à ditadura militar."
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Observação do site  www.averdadesufocada.com  :
Muitas demissões foram após 1985, final do governo militar: 
14/10/1985: Greve no estaleiro Verolme, em Angra dos Reis, RJ, contra 800 demissões. - Governo Sarney
12/7/1988: Greve nos Correios de SP sufocada com demissões.- governo Sarney
27/4/1989: Sarney baixa medida provisória restringindo o direito de greve, o que proporcionou mais demissões.
11/9/1991: Greve nacional de 60 mil petroleiros. Governo  Collor revida com demissões e multas.
11/11/1991: Manifestação dos metalúrgicos da Zona Franca de Manaus contra o desemprego que vitimou 40 mil companheiros em 6 meses - governo Collor.( Fonte Portal Vermelho)
A maior indenização concedida até agora a um anistiado político no Brasil chega a R$ 2,54 milhões, além de uma pensão mensal de R$ 12,3 mil. O beneficiário é José Caetano Lavorato Alves, um sindicalista cassado em 1988, ex-piloto da Varig, que recebe desde 1994 uma outra pensão de R$ 6,6 mil pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No total, vai receber R$ 18.936,31 por mês.
Petista, Lavorato é ligado à Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo e dirige a Associação Brasileira de Gestores e Operadores de Microcrédito (Abcred).
O ex-piloto, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas de 1980 a 1995, não chegou a perder os direitos políticos. Foi demitido da Varig com base num decreto do período militar que autorizava a demissão de sindicalistas dos setores considerados essenciais, como os trabalhadores da área de energia elétrica, petróleo ou viação aérea, que entrassem em greve.(
http://www.concepto.com.br/eclipping/eclipping/?c=651&n=8435 )
A Lei era do regime militar,  quem demitiu foi a democracia, mas  quem estipulou a quantia e pagou os "direitos dus manos" foi o governo do PT
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"A categoria mais atingida foi a dos portuários e estivadores dos portos de Paranaguá e Santos: 81 aposentados e pensionistas que recebem entre R$11,6 mil e R$33,2 mil por mês. Eles tiveram o benefício reduzido para R$1,8 mil. Seis bancários, que recebem até agora prestações entre R$9,8 mil e R$26 mil, tiveram esses valores reduzidos para R$2,8 mil.
Da relação também constam cinco casos de engenheiros da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) e da Petrobras. Eles recebem entre R$11,7 mil e R$15,7 mil mensais. Todos tiveram esses valores reduzidos para R$5,6 mil. Há ao menos um caso de jornalista. A viúva dele recebe atualmente pensão de R$24,8 mil, e, com a revisão, esse valor caiu para R$1,9 mil.
Todas as anistias revistas foram concedidas na década de 1990 por outros órgãos, como os ministérios do Trabalho, de Minas e Energia e das Comunicações. São antigas pensões e aposentadorias excepcionais, todas pagas hoje pelo INSS.
Valores "exorbitantes" continuarão a ser revisados
O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, afirmou ao GLOBO que a redução dessas altas prestações é uma decisão corajosa e que o colegiado continuará revisando os valores "exorbitantes".
- A Comissão de Anistia não aceita indenizações que fujam à realidade brasileira. Para nós, essas decisões de outros órgãos no passado ferem o princípio da razoabilidade. Deste modo, decidimos pela adequação de todos esses pagamentos feitos pelo INSS à luz das médias de mercado, que são nossa referência legal desde 2007, quando reduzimos os valores médios das reparações econômicas pela metade - afirmou Paulo Abrão.
O anistiado ou o pensionista que se sentir prejudicado ainda poderá recorrer ao plenário da comissão. A Comissão de Anistia já reduziu indenizações em casos de problemas identificados pelo Tribunal de Contas da União (TCU)."
 
 

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