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Categoria: Diversos
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 Por Danuza Leão 

VAMOS VER SE eu entendi direito. José Dirceu, chamado por Lula de "o capitão da equipe", mandava e desmandava, como se o presidente fosse ele; indicava pessoas de sua confiança para os altos cargos e tinha uma turma fiel que só fazia o que ele mandava. E quem seria o louco de não cumprir uma ordem sua? Lula, que não gosta de trabalhar, deixava. E não sabia de nada.

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        Para que o esquema funcionasse, o leque foi se abrindo. Entrou Marcos Valério, Duda Mendonça, Delúbio, e a turma de José Dirceu foi tomando conta do país. O primeiro escândalo foi o dos Correios, e foi aí que eu entendi por que mandar uma simples folha de papel do Rio para São Paulo, por Sedex, custava R$ 20.

      O dinheiro do Waldomiro Diniz saía de onde? Do nosso bolso, claro. E foram aparecendo as CPIs, os escândalos dos milhões do Banco Rural, de Duda Mendonça, num emaranhado que só mesmo um procurador Geral da República como Antonio Fernando de Souza, se debruçando sobre aquela papelada dia e noite para conseguir entender do que se tratava. Lula continuava não sabendo de nada. Só disse que foi traído e mudou de assunto.
Mas, agora, não dá mais para Lula fingir que ignora o que se passa, depois da Suprema Corte decidir, por unanimidade, indiciar todos -to-dos- os 40 suspeitos, sem livrar a cara de nenhum. E agora?
Será que o silêncio vai continuar?

        Com José Dirceu, eu não me preocupo; a qualquer momento, ele faz uma nova plástica, constrói uma nova personalidade, inventa um novo nome, e continua a vida.

        Será que é falta de respeito lembrar de um livro que li quando criança, "Ali Babá e os 40 Ladrões"?

 

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