Em 1960, o núcleo leninista do Rio de Janeiro, que representava a corrente da esquerda marxista independente e publicava a revista "Movimento Socialista", juntando-se a dissidentes do Partido Socialista Brasileiro (PSB), elaborou um documento propondo a criação de um "partido revolucionário da classe operária" e apresentou um projeto de estatuto.
À proposta do grupo do Rio de Janeiro, juntaram-se a "Liga Socialista" de São Paulo, membros da "Mocidade Trabalhista" de Minas Gerais, e elementos da Bahia, de Goiás, de Brasilia, de Pernambuco e do Paraná.
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Num verdadeiro cadinho ideológico, independentes e dissidentes trotskistas do PCB reuniram-se no interior de São Paulo, em fevereiro de 1961, e realizaram o Congresso de Fundação da Organização Revolucionária Manrxista-politica Operária (ORM-PO), mais conhecida como POLOP ou, simplesmente, PO.Seus principais ideólogos eram  Erico Czackz Eder Simão Sader, Rui Mauro de Araújo Marini e Teotônio dos Santos, os dois primeiros mais conhecidos como, "Ernesto Martins" e "Raul Villa". A POLOP defendia o caráter da revolução brasileira como sendo "socialista", ao contrário do PCB que a caractcrizava como "nacional-democrática". Enquanto o PCB propunha a constituição de uma "frente única" congregando a "burguesia e o proletariado", a POLOP lutava pela formação de uma "frente dos trabalhadores da cidade e do campo", excluindo a burguesia. Visualizava, também, a criação de um grande partido revolucionário a partir de uma "Frente da Esquerda Revolucionária" (FER) ,que congregasse as diversas "vanguardas" existentes fora da esfera da influência "reformista e colaboracionista" do PCB.
Em seus primeiros anos, até 1964, a POLOP viveu a fase da "luta ideológica contra o reformismo dominante". Em julho de 1963, no Rio de-Janeiro, realizou o II Congresso Nacional, quando transformou o seu boletim "Politica operária" em jornal e, mais tarde, no inicio de 1964, em revista. Por decisão do Congresso,a organização deveria buscar uma atuação mais efetiva junto ao operariado, procurando a efetivação da FER juntamente com o PCdoB, com a Ligas Çamponesas e alguns trotskistas. Ainda em 1963, a POLOP apoiou e orientou a subversão dos sargentos em Brasília e concitou o PCB, através de uma "Carta Aberta" a romper com o reformismo e com o Governo de João Goulart.
Em março de 1964, em São Paulo, pouco antes da Revolução Democrática, realizou o seu III Congresso Nacional, no qual se colocou contra a Campanha pela Constituinte, defendida pelo PCB e por Brizola. A Revolução de 31 de março de 1964 encontrou a POLOP às voltas com discussões teóricas internas e na incipiente tentativa de penetrar no meio operário, até então impermeável a essa organização de origem intelectual burguesa .

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