Pesquisado pela editoria do site www.averdadesufocada.com
 Apesar do fracasso da "Guerrilha de Copacabana", as críticas ao imobilismo do PCB faziam com que POLOP se apresentasse como a opção revolucionária do momento.
No inicio de1965, os ex-marinheiros e ex-fuzileiros da POLOP, que haviam sido presos, já estavam soltos e na clandestinidade. A organização, impulsionada por sua base militar, reiniciava o planejamento da luta armada, apoiado na doutrina do "foco guerrilheiro".
Na busca de sustentação financeira, a direção da POLOP, através do ex-marinheiro Antonio Duarte dos Santos, entrou em contato com Brizola e seus liderados,  surgindo, daí, promessas de apoio mútuo entre as duas facções.
Carecendo de recursos, a POLOP não conseguiu efetivar o seu projeto guerrilheiro. O apoio prometido por Brizola não chegou. Os dólares recebidos de Cuba tinham sido ou seriam enterrados em projetos pessoais e na frustrada tentativa de Caparaó.
A POLOP consolida a sua doutrina
A falta de apoio financeiro de Brizola nao interrompeu o planejamento do foco guerrilheiro pela POLOP. Entretanto, os constantes boatos de levantes, provenientes do Uruguai, prejudicavam a preparaçao da guerrilha. Brizola, além de não auxiliar, ainda atrapalhava.
No início de 1966, após realizar um balanço politico e material, a direção da POLOP resolveu adiar o projeto foquista, colocando-o numa perspectiva a longo prazo. Em consequência, em abril desse ano, em São Paulo, a organização realizou um Pleno Nacional, no qual foram aprovadas as "Teses de Tiradentes", que configuravam a POLOP como um "movimento operário independente", ao qual se subordinariam a agitação, as alianças com outras forças proletárias e até a guerrilha.
Esse pleno contou com participação do Comitê Nacional e de delegados das Secretarias Regionais de SP ,GB, MG, BA, GO, PR e PE.
A definição e a consolidação ideologica da Polop iniciaram-se a partir de abril de 1966 com os textos doutrinários " A onde vamos " de ÉricoCzakes Sachs, conhecido com Ernest Martins. Esses textos , em número de quatro e os documentos " Estado e Classe, Ditadura e Democracia" e "Mais uma vez a pequena burguesia", também de "Ernesto Martins", acrescido de "Perspectiva da Situação Política e social do Brasil", de Rui Mauro de Araújo Marini e de " A guerra revolucionária no Brasil e os ensinamentos de Mao", de Eder Simão Sader ou "Raul Villa" serviram de base para a formulação do Programa Socialista para o Brasil", documento que seria aprovado no ano seguinte. 
A intensa doutrinação ideológica pretendida pelo Comitê Nacional da Política Operária (POLOP), que lhe valeu o epíteto de "0rganização doutrinarista", não impediu o surgimento de correntes internas, localizadas nas Secretarias Regionais de Minas Gerais, Guanabara e São Paulo.
Em setembro de 1967, a POLOP realizou o seu IV Congresso Nacional, no qual aprovou o "Programa Socialista para o Brasil" por 16 votos contra 14 - uma pequena maioria que não conseguiu evitar 'os "rachas" na organização.
Desde o ano anterior, já existiam divêrgências com a Secretaria Regional de Minas Gerais, que defendia a Constituinte e se aproximava das organizações que postulavam uma "revolução democrática-nacional". Essa dissidência mineira afastou-se, da POLOP e viria a criar,em 1968, o Comando de Libertação Nacional - COLINA. Entre os líderes da dissidência estavam : Ângelo Pezzuti, Carlos Alberto Soares de Freitas, Apolo Hering Lisboa, Herbert Eustáquio de Carvalho, Jorge Raimundo Nahas, Maria José de Carvalho Nahas , Inês Etienne Romeu e Dilma Vana Roussef Linhares
A minoria da Secretaria Regional da Guanabara apresentou, no Congresso, um programa caracterizando a revolução como sendo de "libertação nacional" e defendendo a estratégia da "guerra prolongada no campo". Liderada por "Juarez Guimarães de Brito e sua esposa, Maria do Carmo Brito, essa dissidência carioca viria a juntar-se a dos mineiros, na formação do COLINA.
Membros da POLOP em São Paulo, juntamente com  Movimento Nacional Revolucionário - MNR -, de Brizola  criam a Vanguarda Popular Revolucionária - VPR -, de Lamarca. Outros, no Rio Grande do sul, juntam-se a uma dissidência do Partido Comunista Brasileiro - PCB -, e criam o Partido Operário Comunista - POC.. Essas organizações subversivo-terroristas iriam atuar intensamente na luta armada 
Fonte: Projeto Orvil

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