Leitura recomendada
Jorge Ernesto Macedo Geisel
"A arma mais poderosa nas mãos do opressor é a mente do oprimido" – Steve Biko (18 de dezembro de 1946 –12/09/1977)  foi um conhecido ativista do movimento anti-apartheid na África do Sul, durante a década de 1960.
Erros e acertos da Política Exterior vêm sendo tratados, com inusitada freqüência, nos periódicos de todo o País.Embora haja uma concentração programada de aprovações, grandes condenações têm sido feitas à orientação diplomática vigente  em Brasília.

 
O Brasil sempre teve uma tradição diplomática exemplar. O famoso Instituto Rio Branco e o Itamaraty tornaram-se padrões clássicos melhores opções de relacionamento internacional. de excelência, reconhecidos internamente e pelo mundo diplomático do mundo inteiro.
Os elevados serviços prestados ao Brasil pelos seu corpo diplomático, podem ser aquilatados pela consolidação pacífica de suas fronteiras e pelo seu tradicional alinhamento ao Direito Internacional e às melhores opções de relacionamentos internacionais.
O vulto tutelar do Barão do Rio Branco, José Maria da Silva Paranhos Júnior, professor, político, jornalista, diplomata, historiador, biógrafo, nasceu no Rio de Janeiro, em 20 de abril de 1845, e faleceu na mesma cidade, em 10 de fevereiro de 1912. Ocupou a cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras e impregnou gerações inteiras de diplomatas, com seus exemplos de honradez e de dignidade pessoal, com dedicação extrema no cumprimento do dever. Em 1901, já era considerado uma figura central da diplomacia brasileira, quando assumiu o Ministério das Relações Exteriores. Em pouco tempo, tornou-se figura popular a ponto de ter sua candidatura cogitada na sucessão de Afonso Pena, e por ele declinada, para a Presidência da República, em 1909. No fim da vida, provou mais uma vez seu caráter justo e correto ao devolver espontaneamente ao Uruguai o direito de condomínio e jurisdição sobre a Lagoa Mirim e o rio Jaguarão, em gesto inédito na história das relações internacionais. Morreu a 10 de fevereiro de 1912, aos 66 anos, sendo sepultado ao lado do pai, a quem tanto admirara e lhe servira de exemplo pela vida toda.
Curiosamente, Rio Branco, quando estudante costumava dormir no chão pelo menos uma vez por semana. Como travesseiro, um grosso volume de Direito. Nesse dia, fazia jejum, bebendo só água e às vezes café. "É uma defesa contra o prazer do conforto", justificava -se.
O exemplo de Rio Branco deveria ser seguido pelos estão sendo envolvidos pelo processo ideológico denunciado pelo embaixador Roberto Abdenur e subscrito pelo embaixador e ex-ministro de Relações Exteriores,Mario Gibson Barboza.O governo de plantão passa, mas a corporação é permanente, ela fica. Rio Branco, um monarquista constitucional de coração, serviu à "República dos Estados Unidos do Brazil", com fidelidade e absoluta isenção política. E a República jamais ousou constrangê-lo à adesão republicana.
Ao invés de ceder às tentações do adesismo carreirista, a receita de estudante do Barão poderá ser o remédio salvador: dormir no chão e jejuar, pelo menos uma vez por semana, na defesa psicopolítica contra o confortável adesismo ao atraso ideológico.Como travesseiro, nenhuma obra indicada pelos comissários de partido, mas um maciço volume, com uma ou mais obras de Ruy Barbosa ou de Nabuco.

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