Veja no link  a visita de Dilma a Cuba 
 
http://youtu.be/63634kEnu_M
Em Cuba, Dilma diz que direitos humanos não podem servir como arma política
Chico de Gois - Javier Galeano/AP  - O Globo - 01/02/2012 

A presidente Dilma Rousseff disse ontem, diante do Memorial José Martí, um dos heróis cubanos, que a questão dos direitos humanos deve ser tratada de forma abrangente e não apenas de forma localizada. Dilma, que chegou anteontem à ilha, afirmou que não se pode fazer do tema uma arma para combate ideológico. Ela lembrou que os Estados Unidos mantêm a base naval de Guantánamo na ilha, com diversos presos que não foram julgados ainda, embora estejam detidos há quase 10 anos.
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A presidente não falou se tratou do assunto com o presidente Raúl Castro, com quem se reuniu para a assinatura de uma série de tratados entre os dois países. No almoço, segundo a Presidência, os dois falaram sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes de visitar, à tarde, o ex-líder cubano Fidel Castro, ela disse que teria muito orgulho de encontrar-se com ele.
- Nós começaremos a falar de direitos humanos no Brasil, nos Estados Unidos, a respeito de uma base aqui chamada Guantánamo, direitos humanos em todos os lugares. Prefiro falar de outra coisa, prefiro falar de uma coisa que é muito importante que é o fato de que o mundo precisa se comprometer, em geral, e não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de combate político ideológico.
A presidente disse que na questão de direitos humanos todos têm telhado de vidro, incluindo o Brasil, e ninguém pode atirar a primeira pedra.
- O mundo precisa se convencer de que é algo que todos os países do mundo têm de se responsabilizar, inclusive o nosso. Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro. Nós no Brasil temos o nosso. Então eu concordo em falar de direitos humanos dentro de uma perspectiva multilateral. Acho que esse é o compromisso de todos os povos civilizados. É necessariamente um dos aspectos a serem considerados.
E completou:
- Agora, de fato, é algo que temos de melhorar no mundo de uma maneira geral. Não podemos achar que direitos humanos é uma pedra que você joga só de um lado para o outro. Ela serve para nós também.
 
"Cooperação econômica sem preconceitos"Dilma também não quis polemizar sobre o pedido da blogueira Yoani Sánchez, que obteve, na semana passada, um visto para ir ao Brasil participar do lançamento do documentário "Conexão Cuba-Honduras", sobre liberdade de imprensa em Honduras e em Cuba. Apesar do visto, Yoani ainda espera autorização do governo cubano para poder viajar. Na próxima sexta-feira ela deverá obter a resposta oficial.
- O Brasil deu seu visto para a blogueira. Agora, os demais passos não são da competência do governo brasileiro.
A presidente disse que sua política internacional prevê o contato com todos os países, de diferentes linhas ideológicas. Para ela, o Brasil não tem preconceitos e é obrigação do país ter uma política decente de cooperação econômica.
- Não temos preconceitos de nenhum ordem. Essa é uma característica que não é só do meu governo, não é só do governo do presidente Lula. É uma característica do Brasil.
Dilma afirmou que o Brasil quer cooperar com Cuba nas reformas anunciadas por Raul Castro e que dão aos cubanos o direito de comprar e vendar casas, carros e de abrir pequenos negócios particulares. Para tanto, disse a presidente, o Brasil pretende continuar lutando para que os Estados Unidos suspendam o embargo comercial imposto à ilha desde 1962.
- A grande ajuda que o Brasil pode dar é contribuir para que esse processo, que eu não considero que leve a grande coisa. Leva mais à pobreza e a um problema às populações que sofrem a questão do bloqueio, do embargo, do impedimento do comércio - declarou, lembrando que o país tem um financiamento, por meio de crédito rotativo, de US$ 400 milhões para que Cuba importe alimentos brasileiros.
Em 2011, os preços dos alimentos na ilha subiram quase 20%. Além disso, o governo aprovou a concessão de financiamento para que Cuba compre pequenos tratores e colheitadeiras para estimular a produção. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) também financia a ampliação do Porto de Mariel, obra que está a cargo da empreiteira Odebrecht.
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Observação do site www.averdadesufocada.com  

Direitos Humanos somente para esquerdistas
Dilma mostrou que seu lado ideológico continua o mesmo. Em Cuba, saiu pela tangente sobre Direitos Humanos: referindo-se nominalmente aos Estados Unidos como um dos paises que têm telhado de vidro.
Com suas declarações, durante a visita a Cuba,  ela pretende declarar sua intenção de pressionar os Estados Unidos para fechar Guantânamo, onde estão presos  terroristas que, segundo denúncias, não têm seus direitos humanos respeitados. Em Guatânamo, diferentemente dos presos políticos de Cuba, os prisioneiros têm direito a advogados de defesa.
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 Dilma vai a Cuba e critica base dos EUA Presidente evita tratar de direitos humanos na ilha, mas cita Guantánamo, onde americanos mantêm 171 presos
Washington é alvo de crítica internacional por manter na base supostos terroristas em um limbo jurídico
FLÁVIA MARREIRO
ENVIADA ESPECIAL A HAVANA Folha de São Paulo - 01/02/2012 
Em sua primeira visita oficial a Cuba, a presidente Dilma Rousseff se recusou ontem em Havana a comentar problemas de direitos humanos no país comunista.
Mas, além de admitir violações no Brasil, mencionou um dos pontos em que os EUA são mais criticados nesse quesito: a prisão de Guantánamo, base naval localizada em território cubano. Lá, 171 supostos terroristas são mantidos num limbo jurídico.
"Nós vamos falar de direitos humanos em todo o mundo? Vamos ter de falar de direitos humanos no Brasil, nos EUA, a respeito de uma base aqui que se chama Guantánamo", respondeu a presidente a jornalistas.

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