Leitura recomendada: Blog da
 Juventude Conservadora da UNB 
  
Essa é a JUVENTUDE BRASILEIRA que nos faz acreditar em um futuro melhor para o Brasil.
Não deixem de ler a íntegra do discurso no Blog Juventude Conservadora da UNB -

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"Somos jovens universitários nadando contra a maré vermelha dentro da UnB. Temos valores. Temos princípios. Sim, somos conservadores"

1964 e o governo militar
Caros leitores,
Ontem, participei do evento "1964 e o governo militar", promovido pelo grupo Imperii. Fui convidado para falar sobre o que sempre nos ensinaram a respeito do movimento cívico-militar de 1964 e dos governos militares subsequentes. (...)
"Senhoras e senhores, boa noite.
 
Antes de começar propriamente a minha fala, gostaria de dizer que muito me honrou o convite para falar diante dos senhores nesta noite.
Texto completo
Sendo eu ainda jovem e estudante universitário de uma instituição federal de ensino superior, a Universidade de Brasília, (...) 
( ...)“A história é escrita pelos vencedores.” Essa frase é reputada como sido urdida por George Orwell, que, além de ter sido um dos maiores escritores do século XX, foi um homem que, com agudeza e talento, descortinou o pesadelo distópico materializado pela União Soviética. O que vemos hoje, senhoras e senhores, é justamente o oposto: aqueles que outrora foram derrotados hoje se valem de sua autoridade oficial para, covardemente, mutilar a história nacional e aviltar a honra aqueles que – parafraseando Churchill – ofereceram labuta, sangue, suor e lágrimas para impedir que o pesadelo orwelliano se concretizasse no Brasil.(...)
 
(...) O que corre nos meios acadêmicos de hoje a respeito desse período de nossa história é, como sói acontecer nos tempos escarninhos em que vivemos, a versão dos derrotados. São eles, efetivamente, os responsáveis pela construção desse período tão crucial e conturbado da história da nação brasileira. (...)
(...) Eu já fui um estudante cuja mente estava dominada pela lógica macabra que enxerga num regime socialista um exemplo de verdadeira democracia. Boa parte da minha infância foi passada em reuniões do sindicato dos professores e do Partido dos Trabalhadores. Lembro-me de que, por volta dos dez anos de idade, minha mãe me deu uma cópia do Manifesto Comunista. Ela, professora, filiou-se ao PT após o racha do Partido Comunista Brasileiro, que deu origem ao Partido Popular Socialista; Leonardo Boff, Frei Betto, Paulo Freire, Lula, todos esses nomes eram sagrados em minha casa. Aprendi a verdadeiramente venerá-los (...)
(...)Por volta dos 19 anos, comecei a notar que havia alguma coisa muito errada em tudo aquilo. De alguma forma, algo não se encaixava, e uma sensação de desconforto instalou-se bem no fundo de minha alma. Ao contrário do que esperava, essa sensação (...)
(...)Todavia, tenho ciência de que sou representante de uma minguada exceção. Eu tive a audácia de questionar os cânones ideológicos que me empurravam goela abaixo, e não sei se posso afirmar que tive algum mérito nisso. Decerto, eu tive ganas de pesquisar, de ler, de saber, de descortinar todas aquelas verdades que foram deliberadamente mantidas bem longe de mim em meus anos escolares (...)
 
(...) Na Universidade de Brasília, faz parte do nosso cotidiano encontrar um sem-número de cartazes doutrinários espalhados pelos murais e pelas paredes dos prédios: enquanto uns exaltam o mau exemplo daqueles que deram suas vidas para mutilar própria pátria, outros exigem, peremptória e instantemente, punição para aqueles que, ao contrário, deram suas vidas por seu povo, por sua gente, pelas gerações que já se foram e por aquelas que ainda viriam. Quando alguém ousa contestar essa campanha torpe, eivada de mentiras e de um asqueroso ranço bolchevique, tenta-se calar sua voz a todo custo.(...) 
 
(...)Particularmente, já fui inúmeras vezes criticado, ameaçado e censurado, tanto por estudantes profissionais quanto por professores, por contestar essa unanimidade estupidificante que impera na universidade.(...)
 
(...)Quando se trata do combate imposto aos subversivos durante o governo militar, o mais comum é que se refira a eles como um punhado de jovens idealistas, sonhadores e de bom coração, cujo único interesse era fazer do Brasil um lugar melhor(...)
 
(...) O estado de guerra cultural em que vivemos é cruento. A cada instante, nos mais variados momentos, vemos o esforço meticuloso, deliberado, com que a esquerda se utiliza da universidade para promover a sua engenharia social (...).
 
Os esforços envidados pelos derrotados de outrora para reescrever a nossa história e praticar, sem amarras, seu abjeto revanchismo, estão se multiplicando num ritmo alarmante. Mais uma vez, recorro a Orwell: “Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado.” É por isso, senhoras e senhores, que o nosso encontro neste 31 de março é tão importante. Ele é importante no sentido de que nos lembremos sempre de que aqueles que controlam o presente estão mutilando o nosso passado, e que é através da deturpação da memória nacional que moldarão um futuro funesto para as gerações vindouras. Ele é importante para lembrarmos os valores que nos são caros, valores sobre os quais nossa sociedade e nossa civilização foram erguidas: honra, integridade, coragem, honestidade, decência e lealdade.
 
(...)O que devemos fazer para reverter essa situação? O general Leônidas Pires Gonçalves, em suas entrevistas, sempre nos lembra que “o soldado é o cidadão uniformizado para o exercício cívico da violência”. Repito: estamos em guerra, e, nessa guerra, todos somos soldados. No entanto, devemos ser soldados da Verdade. Façamos da coragem, da honestidade e da isenção as nossas armas.(...).
 
Muito obrigado.
Felipe Melo
Editor do Blog

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