O Camboja já passou por situação similar, e guarda recordação de como a aplicação  do marxismo puro é eficiente na libertação de almas.

Por Heitor De Paola

Resumo: A Via Campesina integra uma rede mundial de ONGs esquerdistas financiadas pelos metacapitalistas que controlam as grandes Fundações. Travestida das usuais belas palavras pode-se perceber que sua real intenção é liquidar com o enorme progresso obtido pela mecanização agrícola ligada ao agronegócio.


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Acreditamos, no MST, que os movimentos sociais cumprem uma função importante, porém isto não é tudo. Precisamos recriar ou criar ou fortalecer, conforme o caso, organizações políticas de massas que se proponham tomar o poder (...) e golpear profundamente o imperialismo (...) porque se não as construirmos, quase certamente cometeremos erros históricos. (...) E este é o momento, a história não se repete e quando se perde um momento quem sabe quantos anos teremos que lamentar. (...) Temos que nos preparar para os golpes que vêm e para dar os contragolpes (...) para conduzir esta luta socialista em toda a América Latina.

(Elemar Cezimbra, da Coordenação Nacional do MST no seminário “Las alternativas populares y la perspectiva socialista en America Latina”)

 

Terminei o artigo anterior - http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6081&language=pt - com a advertência de que os dois aspectos da escalada da guerrilha – a ação terrorista direta e a organização de três fronts coordenados – significam, entre outras coisas, um teste para as autoridades. Tem toda razão o Diretor de Assuntos Fundiários da Federação da Agricultura no Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, quando diz: “a grande preocupação de todos neste momento é o ‘crime anunciado’ que ocorrerá com a união de todas as colunas que estão em marcha pelo interior do Rio Grande do Sul”. E acrescenta: “O MST não é vitima, é agressor”.

Relembrando: além do front de Bagé, as outras duas colunas que se deslocam para Coqueiros do Sul são a de Canoas/São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e a que se encontra em Santo Ângelo, no noroeste do estado. Portanto, uma frente sul, uma noroeste e outra leste num movimento que caracteriza uma guerra de envolvimento que pode ser reconhecido por qualquer iniciante em táticas militares. Acrescente-se (ler Um Estado dentro do Estado - http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5543 -  e Um Estado dentro do Estado – Parte II -http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5557) que ao norte (Sarandi, Ronda Alta e Encruzilhada Natalino) o MST é muito forte.

Chegaram a Bagé onze ônibus e vários carros conduzindo os 643 guerrilheiros (não me peçam para chamá-los por outra palavra) e uma carreta cheia de mantimentos. O governo municipal, que pertence ao PT, conseguiu um local coberto, ginásio de um clube, mandou instalar chuveiros elétricos e forneceu a infra-estrutura necessária. Um grupo de fazendeiros estabeleceu um acampamento de vigilância e monitoramento dos invasores numa propriedade vizinha ao Clube. Houve as habituais acusações de violência por parte dos fazendeiros (Lenin: “acuse os outros de fazer o que você está fazendo”), denúncias de pedradas, estouro de foguetes durante a noite e até mesmo tiros. Um religioso – certamente da demonologia da libertação - que acompanhava os manifestantes alegou que teve os pneus de seu carro furados e vidros quebrados. A Brigada Militar fez o policiamento preventivo na área e informou que ninguém foi ferido.

Os fazendeiros negam a participação de seus integrantes em atos de violência. “As instruções para os produtores é a de manter cautela e tranqüilidade, embora saibamos da tensão existente no local”. “Lamentamos estes tipos de fatos, visto que estas informações podem criar uma maior animosidade entre as partes envolvidas”, falou o presidente da Associação/Sindicato Rural de Bagé, Paulo Ricardo de Souza Dias, e complementa: “para ingressar no acampamento a Brigada Militar confere a documentação e realiza uma vistoria nos automóveis dos fazendeiros, não permitindo o transporte de armas de fogo”. A vigília pacifica – pacífica? Quem quer paz? - em torno do MST seguiu por todo o período em que o grupo esteve na região. Souza Dias também reclamou da Prefeitura Municipal por recepcionar os manifestantes e ainda ceder o ginásio esportivo como alojamento. E falou o óbvio: “A Prefeitura (do PT) deixou de ser simpatizante para ser cúmplice do MST”. Deixou de ser? Então algum dia foi apenas simpatizante?

NOVOS DESENVOLVIMENTOS NO FRONT SUL

Depois dos protestos em Bagé, a coluna seguiu para Caçapava do Sul, São Sepé e Santa Maria, próxima ao centro geográfico do estado, seguindo para o norte pelo eixo das BR-153, até Caçapava, e BR-392 até o destino final desta etapa. Antes dos guerrilheiros chegarem a Santa Maria, uma comissão de coordenadores do movimento esteve na cidade participando de um debate na sede regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do centro do estado. De acordo com o assessor de comunicação e relações com a comunidade do MST, Telmo Moreira, neste encontro foi elaborado um roteiro de sindicatos, associações e escolas de Santa Maria, onde haverá palestras a partir 01 de outubro. De acordo com Moreira, “a previsão é ficar até no máximo dia 7 de outubro em Santa Maria. Neste período, haverá palestras sobre a ‘luta pela reforma agrária’”. Estão programadas também entrevistas em vários veículos de comunicação. Segundo informações da Prefeitura Municipal os participantes da marcha permanecerão no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter (antigo Terminal de Comercialização Direta do Projeto Esperança/Cooesperança). São 500 adultos e 143 crianças de 0 a 10 anos que acamparam à margem da BR 392 a 5 km da entrada da cidade de São Sepé, na localidade de Pinheiros. “Caminhamos de 25 a 30 km por dia. Saímos às 7h, paramos por volta das 11h para o almoço, retomamos às 14h e encerramos em torno das 17h30, quando encontramos uma área boa o suficiente à margem da estrada para erguer acampamento”, disse Telmo Moreira. A previsão é de que até a primeira quinzena de outubro, o grupo que passou por Santa Maria encontre a coluna que saiu de São Luiz Gonzaga. (Estas informações foram obtidas nos jornais “A Razão”, de Santa Maria e “A Fonte”, de São Sepé).

Do site de Políbio Braga vem a informação de que a Brigada Militar “não tem mais dúvida de que o MST está em marcha rumo à Fazenda Coqueiros”, em Coqueiros do Sul. Ainda tinha? Incrível como são lentos os serviços de inteligência das autoridades, ainda mais se comparados aos meios de comunicação dos revolucionários. Será que a Brigada não tem informantes “plantados” entre os guerrilheiros, uma prática absolutamente necessária e fácil de conseguir? Cerca de três mil pessoas estão se dirigindo à propriedade da família Guerra. A BM está mobilizando cerca de mil policiais para a região de Coqueiros do Sul, e cerca de 800 fazendeiros de várias regiões do estado rumam para lá e prometem resistir.

O proprietário da Fazenda Coqueiros, Félix Guerra, diz que “a tática do MST é fabricar vítimas para usar na mídia”. Seu filho, Paulo Guerra, afirma que não é por falta de aviso que um possível confronto possa ser evitado. Segundo ele, o Ministério Público é quem tem de conter a marcha do MST. “A polícia não vai deixar os sem-terra entrarem na fazenda, pois vão cumprir a lei. Por que o Ministério Público não pára a marcha, evitando um confronto?”, pergunta, desconhecendo totalmente o comprometimento do governo Lula com o MST. “Tenho medo de que ocorra uma nova Carajás”, alerta. Paulo Guerra observa que o MP tem a responsabilidade legal (será que ele acredita?) de estancar a marcha. No MST a motivação é de “agora, ou vai, ou racha”. De Porto Alegre, Coqueiros do Sul fica distante 290 Km, trajeto que se faz em torno de três horas de viagem. Políbio pergunta: “por que a demora?” E responde: “para conseguir a atenção da mídia”.

Discordo que a razão da demora seja para atrair a atenção da mídia. É muito mais que isto: é um plano maoísta seguido à risca: “o guerrilheiro é como o peixe e o povo é a água; assim como o peixe não vive fora da água, o guerrilheiro não vive sem o povo”. Note-se a importância que é dada às reuniões com as centrais de operários e com os intelectuais e as entrevistas de “esclarecimento” da população sobre a “luta pela posse da terra”. A marcha é demorada porque juntamente com a revolução armada, há uma outra, mais importante ainda: a guerra cultural, através da modificação do senso comum: conseguir o apoio total do povo. Há décadas falsos padres vêm fazendo doutrinação ideológica. Sei bem disto, pessoalmente, pois entre 1963 e 1968 fiz diversos cursos de marxismo e maoísmo com eles. A falsidade a que me refiro é porque não são cristãos, mas comunistas infiltrados nos seminários. Não é por coincidência que acamparam no centro que tem o nome de Ivo Lorscheiter, comunista – sim, sem eufemismos – que, como Arcebispo de Santa Maria, foi um dos maiores responsáveis por parte majoritária da Igreja no Brasil ter sido dominada pelos seus camaradas e “companheiros de viagem”.

Os encontros com as organizações operárias também seguem a orientação da Decisão do Comitê Central do PC Chinês sobre a Grande Revolução Cultural Proletária (Diretiva 13), de 8 de agosto de 1966: “A grande revolução cultural enriqueceu o movimento de educação socialista nas cidades e no campo e colocou-o num nível mais elevado. É preciso conduzir estes dois movimentos combinando-os estreitamente um com o outro. (...) as questões suscitadas pela grande revolução cultural proletária em curso devem ser submetidas, no momento oportuno, às discussões das massas, a fim de fazer com que a ideologia proletária seja ainda mais irradiada e a ideologia burguesa completamente liquidada”.

A impressão que se tem com as notícias que vêm de lá e da própria família proprietária da Coqueiros, é de que os fazendeiros não têm a mínima idéia do quê estão enfrentando! Da magnitude das forças inimigas. Sim, forças inimigas: é guerra mesmo, é preciso parar com os eufemismos de “movimentos sociais”, “luta pela posse da terra”, etc. A operação “setembro vermelho” desencadeou ataques simultâneos em mais de quinze estados brasileiros, com invasões de repartições públicas – muito provavelmente com saudações de boas-vindas pelos Diretores petistas que depois dão declarações bombásticas fingindo ser reféns – e passeatas por vias importantes de várias Capitais. Em Roraima prepara-se o enfrentamento entre os fazendeiros e outro tipo de revolucionários: os índios da Reserva Raposa Serra do Sol. Tuxauas (chefes indígenas) ameaçam um Natal negro. Os fazendeiros dizem que vão resistir às ordens de deixarem suas terras. O produtor de arroz Paulo César Quartiero declarou ao Globo que “simplesmente vamos paralisar o estado, trancar as estradas, os aeroportos e os rios. O governo está brincando, vai morrer gente aqui”. Certamente esta declaração será usada para mostrar a “truculência dos latifundiários que querem viver da miséria dos pobres índios, legítimos donos da terra”. Também é certo que ninguém, fora do âmbito do Mídia Sem Máscara, vai denunciar que os donos da terra serão as ONGs internacionais - e os índios vão ficar a ver navios! Alguns nacionalistas caolhos vão dizer que “os americanos vão tomar nossa Amazônia” e o Bush será o culpado, as always.

Enquanto isto, em Lapa, próximo a Curitiba, segue acelerada a ampliação da Escola Latino-americana de Agroecologia, financiada por Hugo Chávez, através da Via Campesina. Nesta “escola”, a História do Brasil é contada pelos movimentos revolucionários de Canudos e do Contestado.

QUEM SÃO OS INIMIGOS?

Os nomes de dois dos coordenadores da marcha de Bagé nos fornecem as pistas. São duas das personagens mais notórias dos movimentos revolucionários na América Latina: “Frei” Görgen e Irma Maria Ostrosky (erroneamente chamada de “irmã” Ostroski, pela mídia bageense).

Sérgio Antônio Görgen é “frei” franciscano, residente no assentamento Padre Josimo, em Hulha Negra, a poucos quilômetros de Bagé no caminho da marcha pela BR-293 (ver mapa do artigo anterior) e foi Deputado Estadual no RS pelo PT. Integra as lutas do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais no RS (MMTR) e da criação do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Foi um dos articuladores da política agrária do Governador petista Olívio Dutra. Segundo suas próprias palavras: “Em lugar nenhum do mundo a reforma agrária saiu pela caneta do governo. Os governos são a última etapa. As reformas agrárias se fazem pela luta popular”. “Comecei a militar na luta pela reforma agrária, ainda estudante, em 1979. De lá para cá, no Brasil todo, o surgimento do MST deu um impulso muito grande para isto. Até agora a reforma agrária conseguiu assentamento para 700 mil famílias. Estas famílias estariam hoje engrossando as periferias urbanas, tornando o problema do desemprego muito mais grave”. (Entrevista em julho de 2007 em http://www.mundojovem.com.br/entrevista-07-2007.php). Para ele, “O agronegócio é fazer do campo um espaço de negócio. Isto confronta com o estilo camponês de viver e de produzir. Ele tem uma forma não capitalista de produzir, o que se chama de agricultura familiar, preferencialmente chamada de agricultura camponesa. Há uma disputa entre esses dois ‘mundos’ de agricultura”.

No dia 16 de abril de 2004, foi lançado em Porto Alegre o livro “Marcha ao Coração do Latifúndio”, onde registra um dos momentos mais importantes da luta do MST no Rio Grande do Sul: a marcha contra a Fazenda Southall, em São Gabriel, a noroeste de Bagé. Editou outros livros, como o “Massacre da Fazenda Santa Elmira” (1989), reeditado em 2003; “A Resistência dos Pequenos Gigantes” (1998) e os “Riscos dos Transgênicos” (2000). Frei Görgen resume o atual estágio da luta nas palavras: “O inimigo da reforma não é mais o latifundiário tradicional, e sim a grande corporação transnacional, porque ela vê no camponês e no índio, uma ameaça aos seus interesses. Segundo esta visão capitalista, os povos das florestas estão ‘atrapalhando’ o desenvolvimento do país, quando na verdade não é o desenvolvimento do país, mas sim, do capital estrangeiro”. Declarou Görgen: “Houve um desprezo pela sabedoria camponesa. Um desprezo brutal que faz falta para a sociedade moderna. Era uma sabedoria que integrava a questão ambiental, com variedade alimentar, e um conhecimento do clima, do solo, do ambiente. No mundo e na sociedade do aquecimento global, da destruição da natureza, da queima da camada de ozônio, da piora da qualidade de vida, eu acho que ainda o conjunto da sociedade vai se ajoelhar na frente dos camponeses e dos indígenas e vai implorar: ‘me ensinem a viver bem’”. Comparar com Mao Zedong: “ir ao povo, aprender com o povo e retornar ao povo – esta a tarefa revolucionária”.

Irma Maria Ostrosky nasceu em Erval Grande, RS, atualmente residente no Distrito de Vista Alegre, Município de Piratini, RS, e coordenadora do MST em Pedro Osório (a meio caminho entre Pelotas e Bagé). É uma das Representantes da Via Campesina no Brasil. Figurinha fácil em todas as ONGs de esquerda no mundo, uma das organizadoras da Marcha Mundial das Mulheres. Ela e mais umas quarenta pessoas foram acusadas “de destruir, inutilizar e deteriorar coisas alheias, no dia 08 de março de 2006, na medida em que promoveram e cometerem a depredação de objetos, equipamentos, instalações, espécimes vegetais e variados instrumentos de trabalho no Horto Florestal Barba Negra, mantida e pertencente à empresa Aracruz Celulose S/A, em Barra do Ribeiro – RS”. Segundo a denúncia, “por volta das 04h30min, durante a madrugada, nas dependências de instalação industrial ‘subtraíram, para si ou para outrem, um disco rígido de memória para microcomputador, tipo winchester, preenchido com arquivos e informações pertinentes à atividade industrial realizada no estabelecimento atacado, objeto que pertencia à empresa Aracruz Celulose S/A, e que estava nas dependências do laboratório de pesquisas genéticas mantido junto ao Horto Florestal Barba Negra; privaram de sua liberdade, mediante seqüestro, as vítimas Ênio Airton da Silva, Márcio Pacheco de Souza e Manoel de Oliveira Martins, com o propósito de assegurar e facilitar a execução dos demais crimes descritos nesta denúncia. Na ocasião, os denunciados acima nominados, representantes das entidades sociais conhecidas como Via Campesina, Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais da Região Sul do Brasil, Associação Nacional das Mulheres Camponesas e Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Rio Grande do Sul e Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra, algumas regularmente constituídas sob a lei brasileira, reuniram-se sob o pretexto de realizarem manifestações de cunho ideológico e reivindicatório, mas com o real propósito de agregarem simpatizantes e, de forma organizada e estável, cometerem atos criminosos em flagrante excesso de suas prerrogativas de protesto e reivindicação. Ao agirem, os denunciados mantinham em seu poder montantes de R$ 17.123,45 (dezessete mil, cento e vinte e três reais e quarenta e cinco centavos) em moeda corrente nacional; U$ 5.928,00 (cinco mil novecentos e vinte e oito dólares americanos); $ 7.060,00 (sete mil e sessenta) pesos em moeda chilena; $ 9,00 (nove) quetzales em moeda guatemalteca; além de grande quantidade de cheques de valores diversos, em nome de vários emitentes, alguns deles assinados, porém em branco (sem valor preenchido), conforme auto de apreensão das fls. 138 a 146 do inquérito policial, sem qualquer comprovação de origem ou propriedade”. (Segundo o inquérito policial n.° 0249/2006/153115B, da Delegacia de Polícia de Barra do Ribeiro, autuado sob o n.º 140/2.06.0000178-5, em

www.terradedireitos.org.br/arquivos/modulo_1/conteudo36454.doc).

 A VIA CAMPESINA

 

A Via Campesina (http://www.viacampesina.org) é uma das mais vastas e ricas organizações internacionais. Seus tentáculos atingem atualmente 56 países da Ásia, Américas, Europa e África. Define-se como um movimento internacional autônomo, pluralista, independente de filiações políticas ou econômicas, reunindo camponeses, pequenos e médios produtores, sem-terra, mulheres e juventude do campo, indígenas e trabalhadores rurais. Foi fundada em maio de 1993 e sua quarta conferência internacional foi em São Paulo, em 2004. Seus principais objetivos são desenvolver a solidariedade e unidade das organizações de pequenos produtores, promover a igualdade de gênero e a justiça social nas relações econômicas, a preservação da terra, da água e outros recursos naturais, soberania alimentar baseada em pequenos e médios produtores.

A Via defende prioritariamente a produção baseada nas pequenas fazendas de propriedade familiar em harmonia com as tradições e a cultura local. Esta produção serviria apenas para o consumo familiar e uma pequena comercialização local. O dia 17 de abril, dia do “massacre” de Carajás, foi declarado Dia Internacional de Luta Camponesa. Sobretudo combate a produção de alimentos transgênicos.

A Via Campesina integra uma rede mundial de ONGs esquerdistas – feministas, gays, operárias, etc. -, financiadas pelos metacapitalistas que controlam as grandes Fundações. Travestida das usuais belas palavras pode-se perceber que sua real intenção é liquidar com o enorme progresso obtido pela mecanização agrícola ligada ao agronegócio, fazendo a humanidade retornar a um estado selvagem de agricultura de subsistência e minando todos os alicerces da civilização ocidental. Aprofundarmos o estudo levaria a centenas de páginas e Mídia Sem Máscara tem um razoável acervo de artigos sobre o tema, na página: http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6095

 

 





O autor é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e ex-Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia,  Membro do Board of Directors da Drug Watch International, e Diretor Cultural do Farol da Democracia Representativa (www.faroldademocracia.org) . Possui trabalhos nas áreas de psicanálise e comentários políticos publicados no Brasil e exterior. E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).
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