Quando setembro chegar...

BRASÍLIA - Vem bomba por aí, igual ou maior do que a revelação da existência de Marcos Valério e malas, um ano antes que eclodisse a crise do mensalão...

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 Quando setembro chegar, em plena ebulição eleitoral, o caso Celso Daniel receberá profundos acréscimos no sentido da demonstração de que o prefeito de Santo André foi mesmo assassinado por interesses ligados ao PT e ao sistema de arrecadação de recursos do partido. Uma testemunha-chave dispõe-se a abrir os bastidores da questão até hoje inconclusa, envolvendo dirigentes petistas daqueles idos e detalhes de uma operação tão cruel quanto desastrada.

Interesses eleitorais

Por trás disso estão interesses eleitorais, da parte de adversários do PT e da candidatura Lula. Nada que envolva diretamente o presidente, mas muita coisa capaz de deixar a nocaute seus antigos e atuais colaboradores.

A história é conhecida e já foi denunciada pelos irmãos de Celso Daniel. Ele foi assassinado porque preparava amplo dossiê da roubalheira promovida pelo PT, envolvendo a sua e outras prefeituras geridas pelo partido e empresas aquinhoadas com concessões e contratos de prestação de serviços.

Chegou a ser torturado e afinal friamente executado, depois de dois dias de cativeiro. A novidade está no aparecimento de provas, não apenas testemunhais. A bomba explodirá sobre o PT e não deixará de refletir-se na candidatura Lula, porque a operação foi do conhecimento e da aprovação de gente próxima dele.

O candidato Geraldo Alckmin deu sinais de que não pretende tirar vantagem do episódio e não se prestará ao papel de denunciá-lo, mas há tucanos e liberais ávidos por assistir de camarote o que imaginam destrua sonhos do PT. Com efeitos negativos para a campanha de seu candidato à reeleição, também.

Tribuna da Imprensa On-line

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